Queremos avivamento – Outubro/2015

O que estamos falando e fazendo
para termos um real avivamento?

Qual tem sido sua contribuição pessoal
para que o avivamento se instale
e permaneça em sua vida e em sua igreja?

Constantemente tenho ouvido, tanto de membros quanto de pastores, um clamor por avivamento. Segundo o dicionário Silveira Bueno, “avivado” significa “atiçado, reanimado, realçado, restaurado”. Tenho percebido que o avivamento é uma necessidade para a igreja. Vejamos algumas razões:

Por que precisamos crer no avivamento?

a) Porque é triste para o pastor pregar uma mensagem, quando ele mesmo está em dúvida se a mensagem pregada veio do coração de Deus ou do próprio coração.

b) Porque é triste para o pastor dirigir-se para o templo desmotivado, desanimado e entregar uma mensagem em que o resultado não foi de jejum, oração e leitura da Bíblia. Mas baseada no último problema enfrentado ou, às vezes, usando um texto como pretexto para pôr para fora mágoas do próprio coração.

c) Porque é triste para o pastor perceber que seus ouvintes não estão sendo alimentados com as mensagens pregadas.

d) Porque é triste para o pastor perceber que o povo entra e sai vazio dos cultos.

e) Porque é duro para o povo estar presente em tantas reuniões, sem ter uma só experiência com Deus.

Realmente, diante de um quadro assim, é preciso avivamento.

Depois de terem experimentado este poder, esta ação poderosa do Espírito Santo, At 2: 1-4, os apóstolos não mais abriram mão da vida de oração e do contato diário com as Escrituras, At 6: 4. Muitas vezes pensamos que a correria do dia-a-dia é que vai levar nossa igreja a crescer, porém de nada adiantará estar aqui ou acolá sem tirarmos tempo para uma íntima comunhão com o Espírito Santo e com a Palavra de Deus.

A correria produzirá cansaço e mensagens fracas, mas quando paramos para ouvir Deus, para falarmos com Deus, teremos uma palavra ungida para respondermos a todos sobre nossa esperança.

Por que precisamos de avivamento?

Por que é bom lembrar que as multidões seguiam Jesus sempre à procura de um milagre, à procura de sinais, Mc 6: 55-56. Hoje não é diferente. Multidões têm ido aos templos procurando remédio para sua dor, o bálsamo para sua alma, amor, carinho e compreensão. Mas o que têm encontrado?

Muitas vezes encontram mensagens fracas e vazias, púlpitos sem fogo, crentes indiferentes, criticas ao próximo, liturgia sem vida e cansativa e, por vezes, ouvimos reclamações dos crentes dizendo: “Por que as pessoas entram em nossa igreja e não se convertem? Por que nossa igreja não cresce?”

Isto acontece porque falta poder na igreja. Deus que salvar, transformar, curar, realizar sinais e maravilhas, mas não tem encontrado no meio de muitos dos seus um lugar para agir. Muitos cristãos deixam a obra de Deus em segundo plano, colocando em primeiro lugar, em suas vidas, o ter, o possuir, o comprar e vender, esquecendo-se de dar primazia às questões do reino de Deus. Assim, a igreja caminha a passos lentos, enfraquecida, quando a Bíblia diz que Deus tem para a igreja uma vida mais que abundante.

Por que o avivamento não vem?

O avivamento não vem porque os que falam de avivamento só o fazem dentro do templo. A doutrina do batismo com Espírito Santo está esquecida em muitos púlpitos. Muitas vezes tem-se levado a igreja para o lazer, para comemorações, para diversões, ao invés de levá-la para perto de Deus. Embora o lazer seja necessário, o que leva uma igreja a ser triunfante e crescente é a ação poderosa do Espírito Santo.

Sabemos que Deus espera de nós uma busca incessante como prova de que realmente queremos o avivamento, Mt 7: 7-8. É fácil saber quando, de fato, queremos alguma coisa. Exemplo:

– Se desejarmos adquirir um veículo, falamos de carro a toda hora. Lemos sobre carro, perguntamos sobre marcas de carros. Observamos os carros à nossa volta, vamos às revendedoras de carros, etc. Tudo isso porque queremos um carro.

Temos agido assim em relação ao Espírito Santo? Em relação ao avivamento? Embora eu fosse bem garoto na época, me lembro do grande avivamento dos anos 60. O país estava passando por um momento difícil. O golpe militar parou o Brasil. Naquele momento só existiam duas classes sociais: a rica e a pobre. Via-se alguém de calça jeans, era o rico, porque os pobres normalmente vestiam roupas remendadas.

Nesse clima, a igreja só via esperança em Deus. Então passou a buscá-lo incessantemente. Em Belo Horizonte, as denominações deixaram de lado suas diferenças e alugaram o andar de um prédio, no centro da cidade, só para oração. Lembro-me de que meu pai, presbítero Bartolomeu, junto com muitos outros irmãos, após um dia estafante de serviço pesado e de se alimentar mal, ao invés de ir para casa, iam direto para o lugar de oração. Passavam a noite gemendo e chorando diante de Deus, pedindo poder e unção e só se alimentavam na tarde do dia seguinte, porque queriam um avivamento.

O resultado dessa devoção foi o surgimento de grandes pregadores, de igrejas fortes e abençoadas, e os frutos destes trabalhos estamos colhendo e vivenciando até hoje. É preciso falar, buscar, clamar, desejar este avivamento todo dia. Em casa, no carro, no trabalho, no templo, no púlpito, andando, trabalhando. Não se trata de pensamento positivo, mas de um desejo ardente de ter uma profunda experiência com Deus.

Deus quer avivar o seu povo

Deus quer dinamizar o seu povo, realçar, restaurar, atiçar, porém tem encontrado corações mais voltados para as questões desse mundo do que para as coisas de Deus. Há cristãos que se envergonham do Evangelho de Jesus Cristo.

Lemos no livro de Atos dos Apóstolos que os primeiros cristãos tinham prazer e alegria em confessar sua fé e pregavam o Evangelho de Jesus com ousadia em todo lugar. O assunto da igreja era Jesus Cristo, o ex-crucificado. Percebemos que o assunto de boa parte do povo de Deus, nos dias atuais, é:

– Pescaria, o tamanho do último peixe fisgado. Ou o esporte. Qual time ou jogador é melhor? Que técnico é melhor? Quem vai ser campeão? Etc. Há obreiros deixando os templos fechados em dia de determinados jogos. É um absurdo! Temos de nos aproximar de Deus e não do mundo.

Creio que temos assuntos melhores, mais edificantes, mais produtivos para o reino de Deus. Tem de haver diferença entre a igreja e o mundo. O mundo caminha para o abismo, enquanto a igreja caminha para o céu. Os ímpios, em suas orgias, não fazem qualquer comentário positivo sobre o reino de Deus, mas vejo cristãos em nossos ajuntamentos falarem positivamente do que é próprio do reino das trevas.

É hora de despertarmos, de dedicarmos mais tempo para as questões de Deus, de buscarmos com mais interesse as coisas do Senhor. Ele quer fazer grandes obras entre nós e nós somos a boca, as mãos e os pés de Deus neste mundo. Ele precisa contar com sua igreja. Somos responsáveis pela expansão do reino de Deus.

Despertemos, sejamos crentes avivados e voltados para os interesses mais altos do reino de Deus.

Por Jesus e pela Renovada.

……………………

Fonte: Jornal Aleluia de maio de 2005

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