As chaves do avivamento – Maio/2006

“Bem-aventurada aquela que creu
que se hão de cumprir
as coisas que da parte do Senhor
lhe foram ditas”
Lucas 1: 45

A história da igreja cristã registra vários avivamentos que tiveram grande valor no desenvolvimento e crescimento da obra do Senhor, no decorrer dos séculos. A Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil é fruto de avivamento, enviado por Deus na segunda metade do Século XX, mais precisamente nos anos sessenta. Somos uma igreja de raízes históricas no presbiterianismo e fruto da renovação espiritual. Isto significa que cremos na unção e no exercício dos dons do Espírito Santo para os dias de hoje.

Por essa razão, a IPRB tem estabelecido como meta, nestes próximos anos, enfatizar o reavivamento de Deus em suas fileiras. Ao pensarmos em avivamento o que nos vem à mente? (Solicito que você, leitor, coloque este tema em sua mente enquanto faz a leitura deste artigo).

O maior avivamento que o mundo já conheceu e que resultou na revelação do salvador, no derramar do Espírito Santo e o no estabelecimento da igreja de Jesus, teve seu início na revelação de Deus através de um anjo enviado pelo Senhor a uma jovem do século primeiro, no interior de Israel, em uma cidade chamada Nazaré, na Palestina do século I da era cristã.

O evangelista Lucas registra, no evangelho que leva o seu nome, no primeiro capítulo e nos versos 26 e 27: “Ora, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um varão cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria”.

Ao empreendermos uma análise da experiência vivida pela jovem Maria, podemos, além de revermos a história do anúncio do nascimento de Jesus, nosso único e suficiente Salvador e Senhor, obter as chaves que muito nos ajudarão a uma vida cheia do avivamento de Deus.

Segundo o texto, aquela jovem esboçou algumas atitudes em relação à revelação de Deus para sua vida e que culminariam no maior de todos os avivamentos da história: a encarnação do verbo de Deus.

O verso vinte e oito diz: “Alegra-te, muito favorecida! O Senhor é contigo”. Alegria é uma das características básicas e importantes do avivamento. O apóstolo Paulo escreveu em sua Carta aos Filipenses, no capítulo quatro, verso quatro: “Alegrai-vos sempre no Senhor”.

Que tipo de alegria o anjo revela em sua expressão a Maria? Das festas, das conquistas e realizações humanas? NÃO. Ele revela a alegria de sermos escolhidos de Deus – Ela se alegraria de ser escolhida do Senhor.

A alegria de saber que Deus é conosco – Maria se alegraria de ter Deus sempre com ela.

Avivamento não nasce na tristeza, nas letras ou no esforço humano e sim na alegria de saber que o Senhor está conosco. Entendo que a primeira chave do avivamento é: deixar a alegria do Senhor invadir nosso coração e nos motivar a nos alegrarmos e celebrarmos diante dele como fez Miriã, no deserto, após grande livramento de Deus a seu povo.

Outra chave fundamental para o avivamento, encontramos no verso trinta: “Não temas,… pois achaste graça diante de Deus”.

O avivamento não é gerado por homens, por conceitos humanos, por estratégias nascidas nas pesquisas ou nos bancos das grandes faculdades teológicas. Avivamento é um ato soberano de Deus. Se, de fato, queremos avivamento genuíno temos de, primeiro, agradar ao Senhor. Avivamento é graça de Deus.

Não há avivamento sem que Deus se agrade de nós. Israel só obteve suas maiores conquistas quando Deus se agradou de seu povo. Deus se agradou daquela jovem e fez dela protagonista do maior avivamento de todos os tempos. A encarnação do Verbo de Deus e a revelação da salvação a todos os homens através de Jesus. Assim, se Deus se agradar de nós, seremos uma das igrejas mais avivadas do Brasil, porque a segunda chave do avivamento é achar graça aos olhos de Deus.

No verso 35 o anjo expressou: “Virá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra”. Nesta frase encontramos a terceira chave para o avivamento genuíno: estar sob a cobertura do Espírito Santo. Nunca haverá avivamento genuíno sem o mover da do Espírito Santo e sem o derramar do poder do Altíssimo.

O Espírito Santo é o agente promotor de todos os avivamentos da história, desde Abel, no início da história humana, até os mais recentes avivamentos da igreja pós-moderna. Jesus disse: “Recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo”. E o profeta Joel vaticinou: … Derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos anciãos terão sonhos, os vossos mancebos terão visões; e também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito.

Todos os avivamentos genuínos da história brotaram em apenas um lugar: na sombra do Onipotente. É aí que a IPRB, seus líderes, pastores, professores de teologia e todo o seu povo devem estar, se de fato queremos um avivamento genuíno e poderoso para marcar a história da igreja, do Brasil e do mundo neste novo século.

Finalizando, convido o leitor a observar o versículo trinta e sete que expressa: “Para Deus não haverá impossível em todas as suas promessas”.

Avivamento é o cumprir das promessas de Deus na vida de seu povo. Abraão esperou na promessa de ser pai de uma multidão, Moisés em tirar o povo da casa da escravidão e celebrar a Deus no sopé do monte Sinai. Josué em conquistar a terra prometida. E a IPRB, o que espera?

Nossos primeiros pais acreditaram que, na força do Espírito Santo, conduziriam uma “Obra Santa” e assim o fizeram. Cabe agora a esta nova geração, da qual eu e você temos o privilégio de fazer parte, de reivindicar as mesmas promessas, depender mais do Espírito Santo, caminhar no caminho da santidade, trilhar o caminho do avivamento e não ter medo do novo de Deus para a igreja do século XXI, pois, afinal, como afirma o evangelista Lucas, em Atos 2.39: “A promessa vos pertence a vós, a vossos filhos, e a todos os que…o Senhor nosso Deus chamar. E Deus está nos chamando hoje para o avivamento. Assim sendo, a quarta chave do avivamento é: tomar posse das promessas de Deus para hoje.

Quero desafiar você a crer e receber o avivamento de Deus em sua vida e colocá-lo em prática.
Que o Senhor o abençoe!

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Fonte: Jornal Aleluia de maio de 2006

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