O fogo do avivamento – Setembro/2006

Os reavivamentos mais famosos da história
da igreja aconteceram na Europa
e na América do Norte.
Entre eles estão a Reforma Protestante
e o movimento da Rua Azusa.
No Brasil, Daniel Berg e Gunnar Vingren
são os fundadores da obra pentecostal.
Nas décadas de 60 e 70, várias igrejas
experimentaram um reavivamento espiritual,
quando surgiu a Igreja Presbiteriana
Renovada do Brasil.

É curioso o nome do livro de Levítico no original: “Vaikrá”, que significa “Ele Grita”. Mas, quem está gritando? Deus. E o que Ele grita? Sejam santos. O livro mostra todas as formas, rituais, ofertas e sacrifícios, para ensinar a Israel a se aproximar de um Deus santo. E o fogo da oferta de holocausto deveria arder continuamente sobre o altar sem se apagar, Lv 6: 13. Então, como manter o fogo do avivamento?

O fogo do avivamento
da rendição absoluta a Deus

“Então, caiu fogo do Senhor, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e a terra, e ainda lambeu a água que estava no rego. O que vendo todo o povo, caiu de rosto em terra e disse: O Senhor é Deus! O Senhor é Deus!”, 1Rs 18: 38-39.

Como eram os dias de Elias? Eram dias de ambiguidades. Havia um Israel que ora servia a Deus, ora servia a Baal. Ora dizia que o Senhor é Deus, ora dizia que Baal era deus. Então Elias desafiou a todos: “Por que vocês estão divididos em dois pensamentos? Se Baal é deus sirvam a ele, mas se o Senhor é Deus, servi-O”. Porém, vocês precisam decidir. Elias os desafiou para uma prova e Deus respondeu com fogo. O holocausto foi consumido e como o povo reagiu? Prostrado diante do Senhor dizendo: “Só o Senhor é Deus! Só o Senhor é Deus”.

Muito pior do que os ídolos estarem no andor, no oratório, na escrivaninha, ao lado da cama, no retrovisor do carro, é quando eles estão no coração, na mente: Ez 14: 3; Cl 3: 5. Mas, o fogo do avivamento nos faz sermos por inteiro para Deus e nos capacita a sermos totalmente dirigidos pelo Senhor.

Hoje o Senhor Deus Todo-poderoso enviará fogo dos céus sobre nós. Fogo de reavivamento e não mais ficaremos divididos. Deus enviará fogo de reavivamento sobre nós para não mais servirmos a dois senhores. Não mais pensaremos duas vezes: renunciaremos o mundo e abraçaremos totalmente o Senhor. Detestaremos o pecado e amaremos a Deus. Rejeitaremos o amor ao dinheiro e nos contentaremos com a presença do Senhor.

O fogo do avivamento
do coração rasgado para Deus

“Agora, porém, declara o Senhor, voltem-se para mim de todo o coração, com jejum, lamento e pranto. RASGUEM O CORAÇÃO, e não as vestes. Voltem-se para o Senhor, o seu Deus, pois é ele é misericordioso e compassivo, muito paciente e cheio de amor; arrepende-se, e não envia a desgraça”, Joel 2: 12-13.

Poderíamos chamar Joel de “O Profeta do Avivamento” ou “O Profeta do Derramar do Espírito”. As igrejas históricas, tradicionais, pentecostais, renovadas e neopentecostais concordam que o que aconteceu com a igreja primitiva, em Atos 2, é o cumprimento da profecia de Joel 2: 28: “derramarei o meu espírito sobre toda a carne…”. Todos querem um avivamento de profecias, de visões, de revelações, de prosperidade e crescimento. Um avivamento para nós, nossos filhos e nossas filhas.

Antes, porém, Deus enviará um avivamento de santidade. O fogo do reavivamento que o Senhor enviará rasgará os nossos corações porque a vida com Cristo não é teatro, não é encenação, não é novela, não é fantasia, não é magia. Se isto estiver acontecendo em sua vida, hoje Deus vai mudar sua história, Ez 36: 26. Ele vai trocar a oração do fariseu pela do pecador arrependido, Lc 18: 9-14. Hoje o fogo do reavivamento vai trocar a nossa aparência pela essência, a nossa encenação por adoração.

O fogo do avivamento
da paixão evangelística

“Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra”, At 1: 8.

Por que somos cristãos? Para sermos santificados, reavivados e produzirmos frutos através da pregação do evangelho de Cristo. Deus não virá sobre o crente apenas para produzir arrepios e emoções, mas também para testemunhar, evangelizar e discipular. O fogo do reavivamento dá uma visão de conquista das nações e de evangelização do mundo. Quando somos abrasados pelo fogo de Deus, ele gera em nós uma paixão por vidas, pelas almas.

Vamos orar como estes homens: John Knox: “Senhor, dá-me a Escócia ou eu morro”; George Whitefield: “Se não queres dar-me almas, retira a minha!”; D. L. Moody: “Usa-me, então, meu salvador, para qualquer alvo e em qualquer maneira que precisares. Aqui está meu pobre coração, uma vasilha vazia, enche-a com Tua graça”; Henrique Martyn, ajoelhado na praia da Índia, dizia: “Aqui quero ser inteiramente gasto por Deus”; David Brainerd: “Eis-me aqui, Senhor. Envia-me até aos confins da terra: envia-me aos bárbaros habitantes das selvas, envia-me para longe de tudo que tem o nome de conforto, na terra; envia-me mesmo para a morte, se for no Teu serviço e para o progresso do Teu reino”.

Este é o clamor, a oração, o grito e a paixão de coração incendiado pelo fogo do reavivamento. Quem experimenta esse fogo sai pelos quatro cantos da cidade incendiando corações com o evangelho de Jesus, seja através de literatura, cruzadas, campanhas, programas de TV ou de rádio, células, grupos familiares, G-12 ou G-5… Porque o importante são as almas.

Conclusão

O livro de Levítico mostra que os sacerdotes deveriam manter o fogo constantemente aceso sobre o altar. Sempre tinha de haver lenha para que o fogo não se apagasse. Deus nos aviva, mas cabe a nós o papel de manter a chama acesa. Isso é feito através de uma vida de oração, estudo da Bíblia, louvor e adoração. Certa vez perguntaram ao avivalista John Wesley: “num incêndio, o que você salvaria? Ele disse: o fogo”. Então, meu amado, hoje salve o fogo do reavivamento em sua vida.

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Fonte: Jornal Aleluia de setembro de 2006

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