Orai sem cessar

 

Oportuna análise da recomendação paulina presente na Carta aos Tessalonicentes 5: 17

Orar é o melhor remédio para todas as crises e carências humanas. Sem oração, a vida cristã torna-se árida. A oração é a chave nas mãos da fé que pode abrir o celeiro do céu, onde estão os inesgotáveis recursos divinos. É pela oração que nós abrimos o coração a Deus. Por isso devemos empregar esforços e táticas para conservar aberta a comunhão entre Ele e nós (Salmo 42:8).

Através de todos os tempos, os homens têm sentido a necessidade de orar, tornando-se piores ou melhores, consoante o grau de intensidade e persistência com que o fazem (Atos 10: 1-4)

O grande pregador Moody disse o seguinte acerca da oração:

A oração é a porta pela qual Deus opera a sua vontade soberana em nossas vidas. Um filho de Deus se vê mais apoiado nos joelhos do que um filósofo na ponta dos pés.” Isto é tão verdade que a própria experiência nos revela o grande alcance e o superior efeito da oração. Jesus iniciou e terminou o seu ministério voltado para oração.

É inconcebível:

Felicidade ou vitória, sem darmos graças.
Esforços diários coroados de êxito, sem Deus partilhar.
Problemas difíceis, sem Deus para aconselhar.
Impotência e fraqueza, sem pedir auxílio a Deus.
Desgostos, sem recorremos a Deus para consolação.
Aflições, sem o socorro divino.
Há muita solidão e tristeza numa vida sem oração.

O que a oração não é:

não é um argumento bem idealizado para tentar convencer a Deus;
não é uma imposição para o agir de Deus;
não é um meio de persuasão para Deus agir;
não deve ser apenas um rol de pedidos para benefício pessoal;
não pode ser meras repetições.

O que a oração é:

é trabalho e é poder;
é uma solene correspondência entre nós e Deus;
é a porta para a mais íntima comunhão
e convivência com Deus;
é a nossa respiração espiritual;
é uma transação entre nós e Deus;
é um refúgio para o fraco;
é um reforço para o forte;
é a chave para a direção divina;
é um dos fatores mais importantes para moldar
o caráter em conformidade com o propósito divino;
é um mandamento;
é o maior privilégio que nós possuímos;
é a expressão de necessidades e gratidão.

Moody também dizia que não há registros de Jesus ter ensinado os seus discípulos a pregar, mas ensinou-os a orar. Como um pai ou mãe tem prazer em que o filho converse com ele(a), lhe faça confidências, lhe peça conselhos ou fale dos seus problemas, também Deus tem prazer em que os seus filhos procedam do mesmo modo. A oração do homem íntegro é o seu contentamento (Provérbios 15:8). Devemos dar, frequentemente, a Deus este prazer.

Geralmente as orações são feitas sob o peso das necessidades. Mas, pondo os nossos interesses de parte, oração deverá ser essencialmente desejo de conviver com Deus. O anseio pelas coisas espirituais, a avidez de descobrir os mistérios divinos, a sensação interior que se traduz por fome de Deus, é que determinam a frequência e intensidade que a oração tem nas nossas vidas (Salmo 42:1 e 2).

Para chegar a Deus – diz o filósofo brasileiro Hermógenes – é simples: basta que tenhamos por Ele a mesma avidez que o peixe fora de água tem por lá voltar. O cristão deve ter a sensação permanente da presença de Deus.

Um fabricante de produtos de vitaminas, na sua campanha publicitária, chamou à avitaminose e falta de elementos nutricionais na nossa estrutura física de fome oculta. As pessoas podem saciar a fome com uma refeição abundante; mas nem sempre se alimentam, por isso ele designou a avitaminose dessa maneira.

Infelizmente as pessoas hoje também padecem de fome espiritual oculta. O mundo está cheio de desespero, tristeza, sofrimento, ansiedade; o que precisamos não é de mais religião, mas de uma experiência espiritual autêntica com Deus. Apresente-se no lugar de oração! Uma vida que tenha por alicerce uma experiência genuína com Deus poderá resistir a qualquer temporal.

A presença de Deus em nossa vida é uma necessidade absoluta. Sem Deus presente na vida coletiva da igreja ou na vida particular de cada membro, é impossível permanecer, prosperar e vencer. E nenhum cristão poderá atingir apreciável crescimento espiritual sem intensiva oração, pois ela é o único veículo de correspondência entre Deus e nós e a única forma de requerer e manter a sua presença.

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