Sete de outubro: eleições à vista – Outubro/2010

No dia 7 de outubro de 2010, os brasileiros
irão às urnas eleger prefeitos e vereadores.
A escolha de nossos representantes precisa
ser feita com extrema cautela

Recentemente, o pastor batista Paschoal Piragine, de Curitiba, PR, fez um corajoso pronunciamento de teor político, alertando sua igreja acerca de determinados posicionamentos tomados pelo partido que está no governo. Até hoje (22/09/2010), o vídeo já foi visto por mais de dois milhões de pessoas na Internet (www.youtube.com).

Neste momento devemos abstrair-nos de nossas paixões políticas e partidárias para fazermos uma reflexão mais aprofundada sobre o que queremos para o nosso país. Antes de votar, pesquise a vida dos candidatos que você escolheu para que o representem. Procure saber se eles não estão envolvidos em denúncias de corrupção.

Precisamos mudar nosso país e podemos fazer isso através do voto. Será que seus candidatos refletem os pontos de vista que você tem. Que posicionamentos são defendidos sobre temas éticos e morais, como aborto, união estável entre pessoas do mesmo sexo, adoção de crianças por casais homossexuais, etc? Que conflitos há entre os posicionamentos de seu candidato e as convicções que você defende? Muitos votam sem pensar nessas questões.

O apólogo do espinheiro

A Bíblia contém uma interessante história em que as árvores conversam sobre qual delas reinaria sobre as demais. A narrativa está em Juízes 9: 7-21 e foi contada em um momento de crise política em Israel.

As árvores precisavam escolher um rei. Reuniram-se, então, e pediram à oliveira que reinasse sobre elas. Mas a oliveira recusou-se a assumir tal função. Por causa disso, as árvores pediram à figueira: “Vem tu e reina sobre nós.” Mas a figueira também não aceitou o convite. O mesmo aconteceu com relação à videira. Por fim, as árvores foram falar com o espinheiro. “E o espinheiro respondeu: Se vocês querem mesmo me fazer o seu rei, venham e fiquem debaixo da minha sombra. Se vocês não fizerem isso, sairá fogo do espinheiro e queimará os cedros do Líbano.”

Essa história faz-nos refletir sobre nossa responsabilidade política. Nossas decisões muitas vezes nos levam em direção à consolidação das instituições democráticas. Contudo, decisões tomadas incorretamente nos fazem caminhar em direção ao matadouro.

A fábula das árvores que queriam escolher um rei nos ensina grandes verdades. Líderes autoritários são como o espinheiro. Não são dados ao diálogo. Eles não conseguem ocultar sua personalidade dura e intransigente. Revelam-se desde cedo. O espinheiro aceitou o convite, mas de imediato mostrou-se duro e irredutível.

A sombra do espinheiro

Se escolhermos mal nossos governantes, estaremos nos abrigando à sombra do espinheiro. O Presidente da República e os governadores exercem o Poder Executivo. Senadores e deputados, dentre outras atribuições, têm a responsabilidade de legislar. Nós, população, vivemos sob o império das leis. Portanto, pense na procuração que você dará a homens e mulheres que, em seu nome, farão leis para nosso Brasil.

Um candidato humorista afirma, em sua propaganda política, que não sabe o que um deputado faz. Mas que, se for eleito, ele vai aprender para contar ao eleitor. Em todo o Brasil são vistos candidatos que, ao que tudo indica, não têm condições de exercer nenhum tipo de mandato.

Escolha bem

A Bíblia está repleta de narrativas de cunho político, especialmente no Antigo Testamento. Tais narrativas mostram descuidos tanto de líderes políticos quanto do povo. Governantes incautos podem trazer grande insatisfação. O rei Roboão, sucessor de Salomão, sem qualquer experiência administrativa, sem tato político, sem capacidade de ouvir os mais experientes, causou uma divisão em Israel.

Portanto, reafirmo, sejamos cuidados. Líderes autocráticos, que não sabem compartilhar decisões, são perigosos. E também fiquemos atentos aos que, fazendo-se de democráticos, desejam sustentar projetos pessoais ou de um grupo, esquecendo-se do povo.

É curioso observar que as “repúblicas democráticas” ou “repúblicas populares” eram redutos de ditadores. A República Popular da China nada mais é que a China comunista; a extinta DDR (República Democrática Alemã) era a Alemanha comunista; a República de Cuba nada mais é do que a república do senhor Fidel Castro; a República Democrática Popular da Coreia é a Coreia do Norte. A história é clara quando mostra a força de líderes carismáticos que, perpetuando-se no poder, subjugaram o povo.

Liberdade de escolha

Está em nossas mãos a escolha. Reflitamos bem antes de elegermos quem governará o país nos próximos anos. Feita a escolha, teremos de arcar com as consequências. Não vamos abrigar-nos à sombra do espinheiro.

Quero concluir com duas afirmações de Salomão: “Quando os honestos governam, o povo se alegra; mas, quando os maus dominam, o povo reclama.” Pv 29: 2; Provérbios 29:18: “Um país sem a orientação de Deus é um país sem ordem. Quem guarda a lei de Deus é feliz.”

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Fonte: Adaptado do artigo publicado no Jornal Aleluia de outubro de 2010, ed. 357, p. 02

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