Um olhar de amor pelos nossos filhos – Junho/1991

Liberdade com responsabilidade:
orientação pastoral
sobre o avanço das drogas
no meio urbano

A força do mundo das drogas é tremenda. Apesar do esforço das autoridades e dos educadores, uma faixa cada vez maior da sociedade vem se envolvendo com entorpecentes. Alguns por desinformação, outros por ganância. Acho que algum trabalho, alguma medida precisaríamos tomar para proteger nossos filhos e nossos jovens. E é sobre isso que desejo conversar com os pastores e líderes de igrejas.

Como nessa área não tenho autoridade para determinar, quero apenas sugerir aos obreiros que desenvolvam, em todas as igrejas, um trabalho de atendimento aos lares e às famílias, orientando preventivamente a respeito dos perigos das drogas. Elas matam, destroem vidas, levam almas ao inferno. Minam a saúde, a paz, a vida financeira e a vida espiritual de quem com elas se envolve. Tiram jovens das escolas e das igrejas e levam ao caminho do vício, do roubo e dos crimes. Por isso, um trabalho de orientação precisa ser feito, imediatamente, a fim de imunizarmos cada vida que pertence ao nosso rebanho, tentando isolá-la das possíveis influências negativas que possam advir do meio em que vivem os jovens, moços e moças, tanto na rua, como nas escolas ou no emprego.

Penso que poderiam ser feitas palestras, estudos, até com proveito, mas acho que o caminho seria outro, mais direto e mais pessoal. O pastor deveria visitar a família, colocar pais e filhos em torno de uma mesa e expor claramente o assunto. Sem alarme, mas agindo pastoralmente, avisando, comprovando com dados o avanço das drogas no meio urbano. Explicar também aos pais como acompanhar os filhos, como orientá-los, sem prendê-los demasiadamente, mas também sem dar tudo o que querem, proporcionando uma liberdade com responsabilidade. Observar os horários e as companhias. Criar laços mais estreitos com os filhos, saindo com eles e vivendo mais junto deles. A mãe deve verificar bem de perto qualquer mudança de comportamento nos filhos e filhas e, em caso de suspeita, já no início eliminar qualquer indício de uso de drogas. Temos de fazer um trabalho preventivo, como se fosse uma vacina, porque depois que estiver viciado, aí vai ser a hora do choro e da lamentação.

E, quanto à Igreja, em seu programa, sugiro que dê toda atenção possível aos adolescentes e jovens, levando-os a ocupar seu tempo ocioso. Proponham atividades que possam conduzi-los a uma visão profunda da vida espiritual e social, com momentos de louvor, estudos, confraternização e oração. Os jovens precisam chegar a uma real conversão e devem ter a oportunidade de prestar serviços à causa.

Disse que a força do mundo das drogas é muito grande, é demoníaca. E a ingenuidade dos jovens é enorme. Se juntarmos a curiosidade, a mente vazia e a desinformação, eis aí uma porta aberta para o traficante. Não, não vamos deixar nossos filhos assim tão desprotegidos. Vamos conversar com eles. A começar pelas crianças, pedindo que não aceitem nada da mão de estranhos. Temos de começar cedo. Se a criança já tem capacidade de nos atender, vamos falar com ela de modo a salvá-la desse caminho terrível. Tudo depende de nós, líderes religiosos, e dos pais. Dar amor é dar meios para que sobrevivam nesse mundo dominado pelo maligno, 1João 5:19.

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Fonte: Jornal Aleluia de junho de 1991, pg. 02 da edição 144

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