DIA DAS MÃES: UMA DATA A SER CELEBRADA COM GRATIDÃO TODOS OS DIAS

Dia das Mães ou Dia da Mãe é uma data comemorativa em que se homenageia a mãe e a maternidade. Em alguns países é comemorado no segundo domingo do mês de maio, como no Brasil e Irlanda. Em Portugal é comemorado no primeiro domingo do mês de Maio. Segundo a Enciclopédia Wikipédia, mãe, também chamada de nai (neologismo usado em certas regiões da Galiza, que ganhou conceito de mãe), genitora, progenitora, ou ainda geradora, é o ser do gênero feminino que gera uma vida em seu útero como consequência de fertilização. Mãe é, também, para todos os efeitos, aquela pessoa do gênero feminino que adota, cria, e cuida de uma criança gerada por outrem, que por alguma razão não pôde ficar com seus pais. Verdade é que o dia das mães é uma data que deve ser comemorada todos os dias.

 


 

Eva, que em hebraico significa vida, é o nome que Adão deu a sua mulher. Ela é mãe de todos os seres humanos. Eles tiveram três filhos: Caim, Abel e Sete, e depois geraram filhos e filhas, Gn 3: 30; 4: 1, 2, 25; 5: 4. O princípio bíblico estabelecido por Deus no Jardim do Éden para que uma mulher se torne mãe perdura até hoje.

Ou seja, o homem deixará seu pai e sua mãe e unir-se-á a sua mulher, e os dois serão uma só carne, gerando filhos e filhas, como herança do Senhor, Gn 2: 24 e Sl 123: 3. Assim, nesta oportunidade, gostaríamos de parabenizar e homenagear com esta reflexão bíblica, todas as mães do Brasil e do mundo.

JOQUEBEDE: UMA MÃE PROVADA E APROVADA

Seu nome quer dizer “Jeová é glória”. Ela foi a mãe do grande estadista Moisés, que quer dizer “tirado das águas”. Como deve ser difícil para uma mãe gerar um filho e não poder dizer a todos que ele lhe pertence. Que provação terrível! Esta foi a história dessa mulher, que foi provada e aprovada por Deus. Moisés nasceu, mas não pôde ficar de imediato, sob os seus cuidados. Porém, a intervenção de Deus foi tão precisa que Joquebede teve a oportunidade de cuidar de seu filho até crescer.

Segundo o decreto de Faraó, todas as crianças do sexo masculino deveriam morrer ao nascer, Ex 1: 16. Então, nasce Moisés, um menino muito formoso. Sua mãe o esconde por três meses. Não podendo ficar com ele por mais tempo, pois os egípcios poderiam matá-lo, ela o coloca dentro de um cesto de junco e o larga no rio Nilo. Sua irmã, a pedido da mãe, fica observando de longe o que haveria de acontecer. A filha de Faraó e suas donzelas que passeavam pela beira do rio, logo pegam a criança, que chorava muito, Ex 2: 5.

Joquebede tinha a glória de Deus em sua vida, por isso era uma mulher iluminada. A princesa egípcia, sem compreender os mistérios de Deus, por meio da própria irmã, entrega a criança à sua própria mãe para criá-lo, e ainda lhe paga um bom salário, Ex 2: 9. Depois de grande, Joquebede entrega o menino à filha de Faraó, que o adota como filho. Como é importante confiarmos no agir de Deus. A você, mãe, que tem sido provada de muitas maneiras, ore, persevere e acredite na intervenção divina. Ele vai trazer de volta aquilo que é seu, pois ele tem visto suas lágrimas.

ANA: UMA MÃE PIEDOSA E INTERCESSORA

Israel vivia o período dos juízes (1200-1020 A.C.) A situação político-espiritual nesse tempo era instável e caótica. O governo nesse tempo ainda era teocrático, mas Deus já estava se movendo e preparando grandes mudanças em Israel. Para isto, havia necessidade de um grande líder. Quem seria ele? De onde viria essa pessoa? De que linhagem? Então Deus se manifesta na história fazendo surgir no cenário israelita um grande juiz, profeta e sacerdote, que se chamava Samuel.

Não foi por acaso que Samuel surgiu e se tornou um grande ícone em Israel. Seu nascimento, vida e ministério são frutos de uma mãe piedosa, que orava muito e era cheia da graça divina. Deus tem prazer em se manifestar em terra árida, no deserto, no meio da crise, da tempestade, da provação e do sofrimento humano. O profeta diz que quando Deus age ninguém pode impedir, Is 43: 13. Foi nesse contexto que Deus se manifestou na vida de Ana quando Eli lhe disse que Deus haveria de atendê-la, 1 Sm 1: 17.

Ana (graça de Deus) era uma mulher estéril e menosprezada. Em uma das ocasiões em que orava no templo, o Sacerdote Eli a julgou por embriagada, de tão grande era o seu desgosto, 1 Sm 1: 14-16. Deus se compadeceu de seu sofrimento e lhe um filho, 1 Sm 1: 19-20. É assim que devemos nos comportar quando o solo em que vivemos parece improdutivo, árido e estéril. É nessa hora que devemos contar para Deus nossas angústias e aguarda sua intervenção. Seja uma Ana, minha irmã, e creia na soberania divina, pois ele virá ao seu encontro no tempo certo, Jó 19: 25.

EUNICE: UMA MÃE ZELOSA E EDUCADORA

Timóteo é filho de um casamento misto, ou seja, seu pai era grego e sua mãe judia. Sua mãe, Eunice (que significa vencedora), e sua avó, Lóide, possivelmente tenham se convertido a Jesus, por ocasião da primeira viagem dos missionários, Paulo e Barnabé, quando estiveram em Listra, na Licaônica. Quanto a seu pai, não há informações precisas de que ele tenha se convertido ao evangelho ou ao judaísmo. Talvez seja por esta razão que ele (Timóteo) não tenha sido circuncidado ao nascer, mas somente mais tarde, Atos 16: 3.

No entanto, apesar se ser um cristão dotado das mesmas paixões de um jovem, 2 Tm 2: 22, sua vida cristã ou sua conduta sempre chamou a atenção das pessoas onde morava ou por onde passava. Timóteo fora criado e educado nos princípios da Palavra de Deus desde os tempos de criança, 2 Tm 3: 15. Interessante que o Apóstolo Paulo, ao escrever sua segunda carta a esse moço, que também era pastor, deixou claro que o presbítero e o diácono precisam ser pessoas de vida cristã ilibada, 1 Tm 3: 1-13.

A educação que ele recebeu de sua progenitora e avó foram suficientes para fazê-lo um exemplo dos fiéis, 1 Tm 4: 12. Todavia, não podemos nos esquecer do espírito de dedicação e zelo dessas mulheres. À semelhança de muitas mulheres cristãs hoje, Eunice não tinha o marido cristão, mas isto não a impediu de transmitir ao seu filho a cultura de uma fé não fingida, 2 Tm 1: 5. Isto nos ensina que a mãe, dentro da sua polivalência, precisa ser uma educadora. Gostaríamos de dizer às mães, principalmente àquelas que não têm o marido crente, que sejam firmes na fé e não desistam nunca das promessas de Deus, Rm 12: 12.

MARIA: UMA MÃE AMADA E PRIVILEGIADA

Maria e José são nomes símbolos. Eles moravam em Belém, da Judéia, cidade natal de Jesus. A história de vida deles é contada por gerações e mais gerações e nunca poderá ser apagada, até porque eles são os pais de Jesus, o nome mais lido e falado no mundo inteiro. Falar de Maria, como mãe de Jesus, não tem nada a ver com fé cristã, salvação ou outro tema teológico. Apesar de ser uma mulher privilegiada, por ser a progenitora do filho de Deus, foi uma mulher normal e com as mesmas dificuldades que qualquer outra pessoa  possui.

Mas um dos pontos da vida de Maria que queremos destacar é que José a amava profundamente. Quando ficou sabendo que ela estava grávida, não querendo infamá-la, recebeu a visitação de Deus, por meio do anjo, que lhe disse: “… não temas receber Maria, tua mulher, porque o nela foi gerado é do Espirito Santo”, Mt 1: 20. Ninguém discordaria de que não foi fácil para José conceber este fato e receber a Maria, 1: 24.  Este é um ponto relevante da vida desse casal, que nos ensina a acreditar sem reservas nos planos de Deus.

Reconhecemos que ser mãe é uma dádiva de Deus. Gerar um filho dentro do propósito de divino é uma grande bênção. Quantas mulheres que dariam tudo para ser mãe. Maria foi uma mulher amada e privilegiada, mas o seu prestígio diante de Deus, por ter sido escolhida entre muitas para ser a mãe de Jesus, não ofusca o ato gratificante que uma mulher tem em dizer que é mãe. Você é uma privilegiada porque é mãe do filho ou dos filhos que Deus te deu para cuidar. Portanto, faça isto com zelo, honra e amor, pois nossos filhos pertencem ao Senhor e deles apenas cuidamos, 1 Sm 1: 27-28.

O SALÁRIO DE UMA MÃE

Um estudo mostrou que uma mãe atua em várias áreas: Ela cria os filhos, cuida e mantém limpa e em ordem a casa, lava a roupa e louça todos os dias, faz o trabalho de uma enfermeira e de um médico, quando os filhos estão doentes, de um psicólogo (a), quando estão em conflito, de uma economista, quando as finanças estão apertadas, e de uma professora, ajudando nas tarefas dos filhos.

Numa família comum, se uma pessoa (mulher) fosse contratada para fazer cada uma dessas tarefas seria uma fortuna. O site Americano www.salary.com calculou que o salário, em média, de uma mãe (americana), que fica em casa seria U.S. $134,121, por ano (R$ 482.835,00). Isso se ela fosse paga para fazer as tarefas ou atividades da casa.

Agora perguntamos: Quanto é que uma mãe ganha para fazer tudo isso? Em termos financeiros ou salário mensal, ela não ganha nada. No entanto, ela não faz nada disso pelo dinheiro, mas por amor. Seria justo que, ao menos, uma vez por ano, honremos com dignidade essas mulheres que fazem tanto sacrifício com tão pouco reconhecimento.

 

 

Pr. Advanir Alves Ferreira

Presidente da IPRB

DIA DO ÍNDIO: UMA OPORTUNIDADE DE REFLEXÃO BÍBLICO-MISSIONAL

DIA DO ÍNDIO: UMA OPORTUNIDADE DE REFLEXÃO BÍBLICO-MISSIONAL

19 de abril é Dia do Índio, ou Dia dos Povos Indígenas, criado pelo presidente Getúlio Vargas, por meio do decreto-lei 5540, de 1943. Essa data foi proposta pelas lideranças indígenas do continente americano que participaram do 1º Congresso Indigenista Interamericano, realizado no México. A data, além de ser um motivo de reflexão sobre os valores culturais dos indígenas e a importância da preservação e respeito desses valores, trata-se de uma motivação para refletirmos sobre o grande desafio e a urgência da evangelização desses povos, abrangidos por Jesus em Mateus 28:19, bem como uma oportunidade para homenagearmos nossos obreiros e igrejas nas tribos indígenas, nos Estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Amazônia, São Paulo e outros.

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Jesus foi categórico em afirmar que todas as nações deste planeta precisam conhecer o seu nome, que está acima de todo nome (Mt 28:19; Mc 16:15; At 1:8). O apóstolo Paulo diz que, um dia, todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus é o Senhor, para a glória de Deus (Fp 2:10-11). São evidentes as palavras de Jesus, registradas por Mateus, que dizem que, enquanto o evangelho não for pregado nos cantos e recantos deste mundo, em testemunho a todas as gentes, o fim não virá (Mt 24:14).

É impressionante a velocidade com que o tempo está passando e as profecias estão se cumprindo. O Cristianismo é, hoje, a maior religião do mundo. Seu crescimento tem sido gradativo e constante, mas há ainda milhões e milhões de pessoas que nunca ouviram falar de Jesus. Nem é preciso falar dos mais de 3 milhões que vivem na Janela 10×40 e que sequer ouviram falar de Jesus. Verdade é que existem muitas etnias que ainda precisam ser alcançadas pelo evangelho.

Conceito de etnia

Segundo a missiologia, etnia é um grupo de pessoas distinto de outro grupo humano, devido à sua língua e cultura. Ou seja, são povos ou gente que possuem crenças, valores e instituições totalmente diferentes. Por exemplo, os japoneses no Brasil são um grupo de pessoas etnicamente diferente dos coreanos que aqui residem. As diferenças entre essas etnias são várias: comida, aparência, comportamento social, religião, modo de pensar, etc.

Nesse aspecto, os povos indígenas, que provavelmente vieram da Ásia e depois se espalharam pelas Américas, estão inclusos nas palavras de Jesus no texto da Grande Comissão, e precisam ser alcançados pelo poder do evangelho. Aliás, os grupos indígenas que vivem no Brasil podem ser considerados verdadeiras nações de costumes absolutamente diferentes. Vale ressaltar que nação, aqui, não se trata de país politicamente consolidado, mas de um grupo de gente que tem sua própria cultura.

Gente carente de Jesus

Antes da descoberta do Brasil, por Pedro Álvares Cabral, os indígenas já estavam aqui e dominavam as terras brasileiras. Um índio Caimbé, referindo-se a eles como os primeiros habitantes do solo brasileiro, disse: “O Brasil não foi descoberto, o Brasil foi roubado”. O censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que a população indígena é de quase 897 mil, sendo que 63,8% vivem na zona rural e 36,2%, na urbana, distribuídos em 305 etnias.

A maioria dos indígenas mora na bacia amazônica, os demais estão espalhados pelo Brasil, sendo 38,2% na região Norte, 25,9% no Nordeste, 16% no Centro-Oeste, 11,1% no Sudeste, e 8,8% no Sul. Dos mais de 250 povos indígenas brasileiros, 133 possuem presença missionária evangélica e 20 têm igrejas com liderança autóctone. Dessas 20 igrejas, apenas 14 possuem o NT traduzido para a sua língua. Precisamos orar para que Deus levante tradutores, pois se sabe que grande parte dos tradutores não consegue conciliar tradução e evangelização, devido à intensidade do trabalho.

O número de tribos que não possuem nenhuma porção da tradução da Bíblia é ainda muito grande. As etnias indígenas carecem de grande empenho para serem alcançadas. A Igreja precisa se inteirar da situação cultural, social e religiosa desses povos para apresentar-lhes o Evangelho Integral Sustentável.

Igrejas autóctones

O que seria uma igreja autóctone? É a igreja nascida em um país e que não possui influência externa, ou seja, influência cultural importada, já que os seus padrões são todos nativos. A igreja autóctone atenta mais para os princípios da Palavra de Deus do que para os métodos, de forma que a exposição do evangelho seja compatível com o povo no meio do qual ela existe ou está sendo plantada. Jesus não interferia na cultura e nos costumes dos povos evangelizados (Jo 4:1-30).

Ele anunciava o reino de Deus e, com isso, as cidades eram transformadas, porque as pessoas eram, primeiramente, transformadas pelo poder de sua Palavra (Jo 6:63). Esse deve ser o foco para plantação de igrejas em outras culturas, isto é, ter como objetivo primeiro a criatura humana (Mc 16:15), para que, depois de convertida, o evangelho alcance o grupo de pessoas no meio do qual ela vive. Desta forma, as verdades bíblicas serão muito mais proveitosas pelo grupo étnico alcançado.

Por isso, precisamos admitir que um obreiro indígena possui suas particularidades étnicas, e que não temos como exigir que ele se enquadre dentro dos princípios de um obreiro não-indígena. Um pastor autóctone tem maiores possibilidades de ser bem-sucedido como missionário do que um obreiro que não seja daquele contexto. Somos gratos a Deus pela vida dos irmãos Carmo da Silva e Emenergildo Balbino, hoje pastores/missionários autóctones da IPRB nas aldeias indígenas de Miranda, MS. Deus abençoe suas vidas, famílias e igrejas indígenas renovadas no Brasil.

Igreja missional

A igreja em Antioquia era a “base missionária” da igreja primitiva. É o protótipo para todas as demais igrejas. De lá saíram os primeiros missionários: Paulo e Barnabé. Por isso, missões é tarefa  da igreja local, e não exclusiva das agências missionárias. Estas devem funcionar como parceiras das igrejas na evangelização. A igreja local é o celeiro, de onde homens e mulheres são chamados e enviados para os campos missionários, e ela deve prover os recursos necessários para manutenção dos missionários.

O leitor poderia perguntar: mas o que seria uma igreja missional? Seria uma igreja missionária? Sim, mas o conceito do termo “missional”, segundo Rubens Muzio, é uma forma de enfatizar a verdadeira vocação da igreja na terra como povo chamado e enviado para servir e evangelizar. Isto é, o termo impõe sobre a igreja uma responsabilidade mais aguda, exigente e urgente. Ser uma igreja missional significa ser uma igreja urbana que faz o mesmo trabalho de um missionário, a partir do bairro onde está inserida.

A igreja missional cumpre o que está escrito em Atos 1:8, evangelizando em Jerusalém (dimensão urbana-local), Judeia (dimensão urbana-nacional), Samaria (dimensão urbana-continental) e os confins da terra (dimensão urbana-mundial). Em outras palavras, igreja missional significa adotar a postura profética de um missionário, que se adapta ao contexto do outro sem perder de vista a essência dos ensinos da Bíblia Sagrada. Ser uma igreja missional é um estilo de vida cristã.

Missionário em potencial

Discipular ou fazer discípulos de todas as etnias é a missão dada à Igreja. O desafio da evangelização do indígena não é uma tarefa apenas das agências missionárias, mas de qualquer cristão. Ou seja, cada crente é considerado um “missionário em potencial”. Ninguém pode se eximir dessa responsabilidade, dizendo: “Eu não posso sair da minha cidade”. Se não podemos ir, podemos contribuir ou até mesmo orar a favor das tribos indígenas, para que Deus levante pessoas para trabalhar entre esses povos.

O apóstolo Paulo, escrevendo aos crentes de Corinto, traça de maneira prática o perfil de um missionário: “Quem é Apolo? E quem é Paulo? Servos por meio de quem crestes, e isso conforme o Senhor concedeu a cada um” (1Co 3:5). Missionário é, portanto, um servo de Deus, por meio de quem as pessoas vão crer em Jesus (2Co 3:4). É claro que cada um tem a sua especificidade. Um foi chamado para plantar, outro foi para regar e assim por diante. Cada um faz para Deus aquilo que está vinculado ao propósito divino para sua vida (1Co 3:6-8). Todo cristão deve ser uma testemunha viva da Palavra de Deus (At 1:8).

Para refletir

“Era uma vez quatro indivíduos chamados: Todo MundoAlguémNinguém e Qualquer Um. Quando havia um trabalho importante para ser feito (por exemplo, a obra de Deus), Todo Mundo estava certo de que Alguém faria; Qualquer Um poderia ter feito, mas Ninguém o fez. Quando Ninguém o fez, Alguém ficou nervoso, porque isso era obrigação de Todo Mundo. No final, Todo Mundo culpou Alguém, quando Ninguém fez o que Qualquer Um poderia ter feito”. Jesus disse: “Trabalhemos enquanto é dia, porque a noite vem” (Jo 9:4).

 

Pr. Advanir Alves Ferreira

Presidente da IPRB

Entrevista – Somos parte significativa da Igreja do Senhor Entrevistador: Pr. Émerson Garcia Dutra – Julho/2002

Entrevista concedida
pelo Pastor Advanir Alves Ferreira,
presidente da IPRB,
ao pastor Émerson Garcia Dutra, titular
da Secretaria Central da IPRB

PANORAMA DA IPRB EM 2002

A igreja evangélica vem se consolidando no Brasil de uma forma gradativa e constante. Informações do último Censo apontam que os evangélicos cresceram 70,7% nessa última década. Ficamos felizes porque a IPRB tem sua participação nesse crescimento, pois nesses últimos 10 anos seu número de membros multiplicou-se. Esse resultado evidencia a boa aceitação de sua linha doutrinária e de seu trabalho social.

O crescimento revela que sua membresia foi conquistada em razão de sua mensagem libertadora, pregada através de um evangelismo dinâmico. E revela ainda mais: que a Igreja Renovada tem estrutura suficiente para continuar crescendo, servindo ao povo brasileiro, às famílias em conflitos, aos desesperançados, levando-lhes a autêntica e bíblica mensagem de Jesus.

No 3º domingo de julho, a IPRB estará louvando e agradecendo ao Senhor pelos 27 anos de sua organização. São quase três décadas de um árduo e constante trabalho em busca dos pecadores para o reino de Deus. Nesse período, surgiram muitas barreiras que tentaram impedir a marcha da Igreja, mas nem por isso ela estagnou-se. Pelo contrário, a Renovada vem demonstrando, ao passar dos anos, que não é apenas mais uma igreja evangélica neste país, mas, na verdade, é uma Igreja que tem procurado dar uma contribuição positiva para a melhoria de vida material e espiritual de nosso povo, Mt 5: 13-14.

Aproveitando o momento desta festiva data, quando todas as IPRs estarão tributando ao Senhor louvor e adoração por mais um ano de vitórias, o leitor terá a oportunidade, através desta entrevista elaborada pela Secretaria Central (SC), de saber o que pensa o presidente da IPRB, pastor Advanir Alves Ferreira, e o que ele tem a dizer aos membros, às lideranças e aos pastores da Igreja.

SC: Como está sendo o relacionamento
da IPRB com as demais igrejas
evangélicas no Brasil?

Presidente: Somos uma parte da Igreja de Jesus – O corpo de Cristo. Nossa missão, juntamente com as demais igrejas, é a de evangelizar e ganhar o Brasil e o mundo para Cristo. Para isso, consideramos cada denominação que tem bases bíblicas sólidas como coirmã e evitamos polemizar ou questionar, pois isso seria uma forma de julgamento. Toda vanglória e partidarismo não agradam a Deus, geram isolacionismo e são um mau testemunho diante da comunidade. Considerando a todos como irmãos venceremos qualquer tipo de barreira denominacional, e o Senhor será glorificado em nosso meio.

SC: O que poderia ser feito
para que as igrejas evangélicas
se tornassem mais unidas?

Presidente: É possível ser a Igreja de Jesus sem perder sua identidade. Para sermos mais unidos, é necessário que cada igreja respeite e reconheça o trabalho das demais, ou seja, sua maneira de trabalhar. Eu até acredito que Deus confiou a cada denominação um ministério específico. Já pensou se a Igreja no seu todo fosse da mesma maneira, fizesse tudo de igual para igual? Se assim acontecesse, como é que iríamos conseguir alcançar os diversos tipos de pessoas? É preciso haver unidade nos propósitos de salvação, pois só assim iremos fazer Cristo conhecido, Jo 17: 21.

SC: Como o Senhor avaliou
o resultado do Censo
sobre o crescimento dos evangélicos?

Presidente: Nos últimos 10 anos, a igreja evangélica brasileira cresceu mais de 70%; portanto, a tendência é de que esse crescimento seja avassalador nas próximas décadas. Estou crendo que Deus vai derramar um grande avivamento sobre o seu povo, e os evangélicos ainda serão maioria nesta nação. A igreja precisa se despertar e sonhar com essa realidade. De posse desse derramar do Espírito, sua mensagem será mais viva e poderosa e como resultado desse fato vidas se converterão e os milagres serão uma conseqüência dessa bênção.

SC: Dizem que a igreja evangélica
brasileira será o celeiro
de missões mundiais. O irmão vê dessa forma?

Presidente: Creio que sim. O brasileiro é sempre bem recebido no exterior, é um povo simpático e amigo. Acredito que temos tudo para ser esse celeiro. Por outro lado, somos devedores àqueles que trouxeram o evangelho ao Brasil. Reconhecemos que a igreja evangélica brasileira já vem sendo uma igreja missionária. Temos muitos missionários trabalhando aqui e fora do país. Mas para que ela seja esse celeiro, é necessário desprender-se muito mais, porque a obra de Deus requer profunda paixão pelos pecadores e recursos para seu sustento.

SC: Como o irmão avaliaria
a IPRB após as reformas
estatutárias ocorridas na última Assembléia?

Presidente: Já fazia algum tempo que a Igreja vinha clamando pelas reformas. A Igreja não pode deixar-se amarrar por leis ou regulamentos, se esses estiveram impedindo seu progresso. As reformas foram necessárias e foram muito bem feitas. Estamos ainda assimilando as mudanças. Mas já se pode perceber que as IPRs de modo geral aceitaram bem as alterações, pois representam aquilo que seus líderes pensam. Mas não podemos nos esquecer de que a Palavra de Deus é a nossa bússola. É ela que deve conduzir o cristão a uma vida de santidade ao Senhor. Jesus disse: “santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade”, Jo 17: 17. Estamos no caminho certo, pois Deus tem guiado sua Igreja.

SC: Com isso, a Igreja
tem-se demonstrado
madura e compromissada com o reino?

Presidente: Tudo indica que sim. A própria Assembléia que promoveu as reformas deu prova desse fato. Uma reunião que deveria demorar praticamente três dias foi realizada num dia de trabalho. Isso revelou maturidade e firmeza por parte das lideranças. Tenho visitado Presbitérios e visto que as igrejas estão alegres, firmes e preocupadas com a evangelização de vidas.

SC: Considerando estes 27 anos
de organização, pode-se afirmar
que a IPRB é uma Igreja estruturada?

Presidente: Claro que sim. Somos uma igreja equipada. Temos dois Seminários, que se empenham na formação de obreiros com bom nível cultural e espiritual; uma Editora que vem produzindo obras de qualidade, o jornal que serve como instrumento para amalgamar a denominação, as Revistas de EBD, que oferecem segurança doutrinária para a Igreja e todo tipo de material para as secretarias. Na área de missões, a Missão Priscila e Áquila tem realizado excelente trabalho.

A Renovada é hoje uma igreja reconhecida e conceituada. No dia 28 de fevereiro deste ano, por exemplo, a Câmara de Deputados de Brasília homenageou a IPRB por seus 27 anos de organização no Brasil. Neste ano recebemos a visita de líderes da Knox Fellowship, um grupo de renovação da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos, voltado ao treinamento para evangelismo e discipulado de Igrejas locais e presbitérios, que se mostraram interessados em estreitar relações com a IPRB e já nos convidaram para participar de reunião da Diretoria da Knox nos Estados Unidos, o que faremos no próximo mês de agosto.

SC: Quais os projetos
para o crescimento da denominação?

Presidente: A Diretoria Executiva, em sua última reunião, lançou um projeto que envolve todos os presbitérios, instituições, pastores e lideranças da IPRB. Esse planejamento que visa ao crescimento e à dinamização das igrejas precisa ser levado a sério. Agir como a igreja dos tempos primitivos, ou aquela que não esteja enclausurada entre quatro paredes deve ser o sonho de cada pastor ou liderança. Uma estratégia forte que a Igreja Primitiva aplicava eram as reuniões de casa em casa. Ainda hoje, essa estratégia, que tem recebido os mais diversos nomes, poderá ser o ponto chave de crescimento da obra de Deus.

SC: O que cada igreja
ou cada Presbitério poderia fazer
para que a IPRB se tornasse mais contextualizada?

Presidente: Poderia procurar servir-se mais dos avanços tecnológicos atuais, sem perder de vista os princípios da Palavra de Deus. Embora não sejam indispensáveis, são fundamentais como estratégia auxiliar de trabalho. Como pode o pastor trabalhar sem um veículo? Já imaginaram o que o apóstolo Paulo faria se tivesse em seu escritório um computador, na igreja os equipamentos de som, os meios de comunicação, ou se tivesse ao seu alcance os recursos que temos hoje? A Igreja dos primeiros séculos não possuía nada disso, mas mesmo assim fez muito para o reino de Deus. Não há dúvidas de que as nossas igrejas precisam se contextualizar e trabalhar sem se contaminar com o mundo.

SC: O irmão tem enfatizado
em suas mensagens a necessidade
de um reavivamento espiritual. Por quê?

Presidente: Prego e continuarei pregando a necessidade de um reavivamento espiritual legítimo e completo. Essa é a mensagem da Renovada. Prego porque acredito que somente através dele a igreja será despertada. E haverá desprendimento, vida com Deus e santificação. Uma verdadeira vida de oração e comunhão só será alcançada quando isso acontecer. Todo partidarismo, divisão e falta de amor serão desfeitos com essa bênção. Devemos desejar esse derramar e rogar ao Senhor para que esse dia chegue logo. A IPRB será outra quando isso acontecer.

SC: Tem uma palavra
para a Igreja Renovada nesta data?

Presidente: Desejo que nesse dia, 3º domingo de julho, sejamos imensamente gratos a Deus e nos tornemos mais próximos do Senhor. Lembremos sempre de que a Renovada é fruto da vontade de Deus, e não da vontade do homem. Vamos unir nossas forças e deixar um pouco as críticas ferinas de lado. Nas cidades onde há mais de uma Igreja, procurem irmanar-se, trabalhar juntos. Façam isso em nome de Jesus. Procurem realizar com amor a obra de Deus. Fiquemos com as palavras do apóstolo Paulo: “Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade”, Fl 2: 3.

Maringá, julho de 2002

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Fonte: Jornal Aleluia de julho de 2002

Reforma Protestante: celebração de fé pelos 500 anos da liberdade eclesiástico-cristã – Outubro/2017

É sabido que a Reforma Protestante foi um movimento reformista cristão ocorrido no início do século XVI, cujo marco inaugural
se deu por meio da publicação das 95 teses de Martinho Lutero,
em 31 de outubro de 1517, afixadas à porta da Igreja do Castelo
de Wittenberg, protestando contra diversos pontos doutrinários
da Igreja Católica Romana.

Os números são sempre significativos. Por vezes, falam de datas e marcas, de fatos e recordações, de pactos e compromissos, do passado e do presente, do ontem e do hoje, assim como de momentos de reflexão e desafios para novos objetivos. 500 é um número alto, difícil de ser alcançado e de ser comemorado. Não é qualquer segmento religioso que atinge essa marca. A Reforma Protestante fala, antes de qualquer coisa, de liberdade eclesiástico-cristã.

Sim, liberdade e rompimento com a idolatria, com a liturgia engessada e contaminada pelas heresias, com a devocional acasulada, com o sacerdócio pagão e místico e com o estado de vida cristã fria, monótona e acorrentada pelos dogmas do catolicismo romano. Em suma, a Reforma Protestante fala da liberdade cristã para cultuar e adorar ao Deus eterno, afirmando que Jesus, seu Filho, é o “único” mediador entre Deus e os homens (1Tm 2:5).

Em 31 de outubro de 2017, completam-se 500 anos dessa façanha cristã. O momento é oportuno para refletirmos sobre a coragem de Martinho Lutero, ao protestar e romper com os religiosos romanos, a fim de que a Igreja alcançasse a liberdade e assumisse a missão divina de ser sal da terra e luz do mundo (Mt 5:16,17). Por isso, vamos celebrar com gratidão e louvores a Deus esse marco histórico, que nos deixa lições práticas e relevantes para a vida cristã.

Reforma x Bíblia

A Reforma Protestante não é apenas um movimento reformista, em protesto aos dogmas de uma instituição religiosa. Se assim fosse, não seria tão duradoura. Um marco desse porte prova a razão de sua existência e finalidade. Seu fundamento não está na pessoa de Martinho Lutero ou de outro reformador, mas na veracidade e infalibilidade da Palavra de Deus, capaz de penetrar e dividir alma e espírito, juntas e medulas, sensível para perceber os pensamentos e intenções do coração (Hb 4:12).

A Reforma sem Bíblia não seria reforma, não teria valor, não teria credibilidade. As contestações de Lutero a respeito da venda de indulgência e da salvação pelas obras estavam alicerçadas nas Sagradas Letras. A Bíblia foi o retrovisor, para que Lutero enxergasse o que estava por detrás das doutrinas católicas, que cegava e condenava as pessoas. Nenhuma doutrina deve ter outro fundamento além da Palavra de Deus.

Bíblia x Indulgência

A Bíblia Sagrada foi a plataforma de sustentação para que Lutero pudesse mostrar ao mundo os erros da doutrina romana, especialmente a venda de indulgência. Indulgência, segundo o dicionário, está relacionada à clemência, tolerância e perdão. O termo originou-se do latim “indulgentia”, que significa “bondade”, “para ser gentil” ou “perdão de uma pena”. Portanto, no contexto religioso-romano, seria a remissão dos pecados cometidos por um indivíduo, sendo perdoado pela Igreja, como ato de sua misericórdia.

Em outras palavras, as indulgências eram concedidas pela Igreja ao pecador para reparar as penas temporais causadas pelo pecado já perdoado pelo Sacramento da Confissão. Com isso, a cada pessoa que a Igreja Católica concedia o perdão divino, por meio da venda da indulgência, aumentava consideravelmente sua força política e econômica. Isso explica o poderio que essa Igreja exerceu nessas e em outras áreas do Estado.

Indulgência x Fé

Insatisfeito, Lutero encontra a verdade na Bíblia. O perdão dos pecados e a salvação do ser humano são resultados da obra vicária de Jesus, pelo seu sangue derramado na Cruz do Calvário. Garantir perdão por meio da indulgência foi a grande farsa da Igreja, antes da Reforma Protestante. Isso era inadmissível! Essa heresia deixou Lutero incomodado e o tornou uma pessoa disposta a lutar a favor da liberdade cristã. A venda de indulgências era para ele o principal motivo da Reforma.

Lendo Romanos (1:17), Lutero se depara com a verdade: “Mas o justo viverá pela fé”. O que representava para o reformador essa palavra? Estaria ele desvendando uma verdade omitida pelo clero romano? Sim, porque, à luz desse texto, Lutero passou a compreender e a ensinar a justiça de Deus como um ato divino, pelo qual o justo (pecador) vive. As obras não são, em hipótese alguma, suficientes para salvar o perdido, mas simplesmente algo necessário à vida do cristão (Tg 2:26).

Fé x Liberdade

Liberdade é o que todos desejamos e precisamos. Liberdade é o eco que ainda ressoa do brado de Jesus na Cruz do Calvário: “Está consumado!” (Jo 19:30). É como se Jesus dissesse: Pai, agora eles estão livres, eu paguei o preço por todos (Jo 8:32). Dessa forma, ninguém precisa pagar mais nada pelo perdão e salvação. Jesus pagou de uma vez por todas a nossa “indulgência” com o seu próprio sangue: “Mas fostes resgatados pelo precioso sangue de Cristo, como de Cordeiro sem mácula ou defeito algum” (1Pe 1:19).

Para expressar suas convicções, Lutero escreveu as 95 Teses contra a prática da Igreja Romana, fixando-as na porta do Castelo de Wittenberg e desafiando, com muita autoridade, as lideranças do clero ao debate teológico. O conteúdo dessas teses tinha como meta principal combater o comércio das indulgências praticado pelo clero romano.

No dia 31 de outubro de 1517, a liberdade eclesiástico-cristã estava proclamada. A Reforma Protestante nos trouxe muitos legados importantes. Por meio dela, a Igreja pôde sair do “casulo” e se expandir pelo mundo afora, obedecendo à ordem de Jesus (Mt 28:19,20; At 1:8). Com isso, surgiram diversas igrejas cristãs, tais como: Luterana, Anglicana, Presbiteriana e outras mais. A IPRB, fundada em 8 de janeiro de 1975, é fruto desse movimento histórico-reformista. Que Deus abençoe a sua Igreja na face da terra, e que esta data seja uma oportunidade de renovação de compromissos com Deus.

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Fonte: Jornal Aleluia de outubro de 2017

Oração: a força-tarefa da Igreja pela pátria brasileira – Julho/2017

Presidente fala à igreja sobre a necessidade urgente

de uma força-tarefa de oração e jejum pelo Brasil

diante do desafio da crise político-econômica

“Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças, em favor de todas as pessoas; pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade. Isto é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador” (1Tm 2:1-3)

Segundo os estudiosos, uma força-tarefa é um grupo de pessoas
designado para trabalhar em conjunto, a fim de alcançar algo específico e com objetivos claramente definidos. Uma força-tarefa de qualidade funciona independentemente
de um departamento para abordar questões de melhoria relativas à produção,
à venda, à administração, ao marketing, etc.

Embora o conceito de força-tarefa seja de origem militar, hoje, forças-tarefas são frequentemente encontradas além dos limites das forças armadas, aparecendo no mundo dos negócios e de muitos outros segmentos. O que leva um governo ou uma empresa
a optar por essa ferramenta para alcançar alvos? Primeiramente
um sentimento de autonomia.

Uma força-tarefa é comandada por alguém de escalão suficientemente alto
para que ele ou ela não precise consultar constantemente superiores para tomar decisões. Isso faz com que uma força-tarefa seja extremamente móvel, flexível e eficaz,
permitindo que os membros usem suas habilidades de forma muito eficiente.
Uma força-tarefa típica é multifuncional.

É do conhecimento de todos que o Brasil passa por um momento de instabilidade política, econômica e social, principalmente depois das notícias veiculadas na mídia durante os últimos meses. Não precisamos fazer referência a este ou àquele fato, pois todos sabemos dos acontecimentos políticos que, infelizmente, têm nos trazido angústia e dores, afetando, sem precedentes, todas as áreas do país.

O momento não é de críticas nem de julgamentos aleatórios, pois somente Deus julga o mundo com justiça e governa os povos com retidão (Sl 9:8). No entanto, temos percebido que a situação da sociedade brasileira tem sido de grande inquietação e insegurança, em razão das graves acusações de corrupção contra a classe política. Mas nem por isso devemos achar que tudo está perdido.

O momento é complicado e muito sério, mas há esperança para nosso país. Deus pode levantar homens e mulheres com grande liderança política neste país. Pessoas que coloquem o Brasil no seu devido lugar, entre as grandes potências do mundo. Cremos que este país vai superar este momento desafiador. Assim, diante dessas realidades, aproveitando o momento das comemorações alusivas ao dia da IPRB, vejamos o que a Palavra de Deus nos ensina sobre os elementos básicos e estratégicos de uma força-tarefa de oração.

ORAÇÃO E METAS

A mensagem central de Paulo ao seu filho na fé, Timóteo, é que a igreja precisa se colocar diante de Deus a favor de todas as pessoas deste mundo, pelos reis e por todos os que exercem algum tipo de autoridade (v. 1). Não há outra forma de se fazer isso, diz o apóstolo, a não ser com súplicas, orações, intercessões e ações de graças. Ou seja, por meio de pedidos específicos, fundamentados em necessidades precisas, mas com os corações rasgados perante Deus (Jl 2:13).

Uma força-tarefa de oração deve ter objetivos definidos. O texto é claro em estabelecer as nossas metas de intercessão pelas autoridades: “para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade. Isto é bom e agradável diante de Deus, nosso”. Isto é, dobrar-se diante do Senhor com as metas descritas no texto será sempre a nossa força motora, para que o Brasil vença a turbulência política. Afinal, podemos ser bons pilotos de oração (Tg 5:16).

METAS E ESPERANÇA

A esperança deve se alinhar às metas. Esperança de dias melhores; esperança de que nem tudo está perdido; esperança de que a crise vai passar; esperança de que podemos ser um país mais próspero. Orar sem o espírito de esperança seria como um pássaro sem asas, um carro sem rodas ou um rio sem água. A esperança estimula as metas traçadas e dá à pessoa que busca a Deus a certeza de que ele agirá na hora dele (At 2:2).

Cristo é a nossa esperança (Cl 1:27). Então, a oração como força-tarefa precisa ser fundamentalmente estabelecida nele. Com isso, pode-se afirmar que para Deus não existe crise. Estamos de pleno acordo com essa verdade. Deus é soberano e é absoluto em seu governo. Ser esperançoso é olhar firmemente para Jesus, o autor e consumador da nossa fé (Hb 12:2). Isso é essencial para que o Brasil enfrente com segurança este momento desafiador.

ESPERANÇA E SEGURANÇA

Por fim, a esperança produz segurança, tranquilidade e espírito de pacificidade. Ela produz uma vida de piedade e dignidade, o que é bom e agradável diante de Deus (v. 3). No entanto, esse estado de tranquilidade só será possível se a esperança dentro de nós neutralizar todo tipo de medo, desespero e negativismo que, às vezes, atingem a nossa autoestima. Por isso, numa força-tarefa de oração e jejum não se pode retroceder em hipótese alguma.

Qualquer força-tarefa de oração, seja uma reunião, vigília ou algo semelhante, precisa incomodar o inferno (Ef 6:10-11). Verdade é que não sabemos o que poderá acontecer com os efeitos das delações premiadas e outros fatos políticos. As constantes notícias negativas têm gerado um clima de instabilidade em quase todos os setores da nação, especificamente na economia. Por isso, a força-tarefa de oração deve se concentrar no combate às forças do mal (Ef 6:12).

Encerrando, queremos desafiar e conclamar a IPRB a uma força-tarefa de oração e jejum pelas autoridades brasileiras, para que tenhamos homens e mulheres tementes a Deus e que governem com justiça e transparência. Talvez este seja o método mais eficiente de combate à corrupção, que vem afetando todas as camadas da sociedade, desde os seus primórdios (Gn 3:1-6). Somente assim teremos uma vida tranquila e pacífica.

Sugerimos que as igrejas façam nesses dias programas de oração e intercessão pelo Brasil, como clamores, vigílias, oração matutina, reuniões de oração nos templos, nas casas, nos montes, etc., e programas semanais ou mensais de jejum. Não temos tempo a perder! O Brasil precisa sair da crise e a Igreja Evangélica pode fazer a diferença e ajudá-lo nessa situação, pois somos o celeiro mundial de evangelização!

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Fonte: Jornal Aleluia de julho de 2017

Motivação: requisito essencial ao pastorado – Junho/2008

Abordar o tema da motivação pastoral
no começo de um ano eclesiástico seria,
para todos os efeitos, um momento
muito oportuno, porque, todos precisamos
estar animados
para cumprirmos, com desvelo e responsabilidade,
qualquer tipo de atividade,
especialmente a pastoral

O pastor, mais do que ninguém, necessita ser um verdadeiro motivador, porque ele trabalha diretamente com gente. Gente que sofre, que enfrenta desafios e que precisa sempre de uma palavra encorajadora. Para tanto, o pastor precisa estar sempre motivado.

Motivação, de uma maneira prática, pode ser definida como todo motivo que leva alguém a fazer alguma coisa. Geralmente esses motivos são definidos como necessidades, desejos ou impulsos, oriundos do indivíduo, que dirigem ou mantêm o comportamento voltado para o objetivo.

A motivação pode ser intrínseca e extrínseca. Na primeira, o interesse reside na atividade em si (desempenho estimulado pelo interesse na própria tarefa – processo interno). Na extrínseca, a atividade é encarada como meio para alcançar outro objetivo, por meio de fatores externos que provocam a motivação.

Portanto, um obreiro (qualquer pessoa) – intrínseca e extrinsecamente motivado – tem todas as possibilidades para realizar um ministério a contento, ainda que em meio às provações e perseguições. Para isto, vamos considerar alguns aspectos importantes que podem servir como pilares, para que a motivação seja uma constante no pastorado.

CONVICÇÃO DO CHAMADO

Segundo James M. George, “o chamado de Deus para o ministério vocacional é diferente do chamado à salvação e do chamado que atinge a todos os crentes: o serviço. Trata-se de uma convocação de homens selecionados para servir como líderes da igreja. Os destinatários desse chamado precisam ter a certeza de que Deus assim os escolhe para liderar”.

Neste aspecto, a convicção do chamado divino é a mola propulsora de todo o ministério eficaz, ou seja, por maiores que sejam os desafios ou embates ministeriais, aquele que é chamado para uma obra específica será sempre amparado por suas convicções ministeriais. O axioma de que foi chamado por Deus é que produz segurança ao pastor, o que resulta na motivação intrínseca.

Diante das vicissitudes e intempéries da labuta ministerial, somente a convicção de que realmente foi escolhido por Deus pode fazer com que o ministro triunfe em glória, transpondo barreiras e galgando alvos desejados. O pastor precisa acreditar em seu ministério, pois somente assim ele será capaz de confiar no autor desse chamado – Deus.

Quando esta convicção ou certeza faltar no coração do obreiro, ainda que todos se coloquem ao seu lado, ele pode estar certo de que o desânimo soará como prenúncio de uma possível crise ministerial. Contudo, quando cremos piamente na convocação divina, mesmo que todos se levantem contra nós, continuamos firmes e inabaláveis, preparando a noiva (a igreja) para se encontrar com o Noivo.

COMPROMISSO COM DEUS

A maior alegria do pastor é saber que labuta a favor da causa do soberano Deus do Universo. Quer dizer, ele não é um empregado dos homens, mas um servo do Deus altíssimo. Paulo expressa esta verdade, quando afirma: ¨Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus¨, Rm 1: 1. Ele estava certo de que o seu compromisso era, antes de qualquer coisa, com Deus.

Por isso, o pastor não deve se comprometer com os anseios políticos, religiosos e econômicos, mas com a nobre causa do evangelho. Ele é embaixador de Jesus na terra. É propagador da maior, mais nobre e melhor causa na face da terra. Ele ocupa uma posição aspirada por muitos, mas que está reservada apenas àqueles que são chamados e comprometidos com Deus.

Parece simples, mas a sua função é de grande e extrema responsabilidade. Só para se ter uma idéia, certo homem disse: “Se um médico errar, ele pode matar o corpo, porém, se o pastor errar, ele pode matar a alma. Um médico pode mandar o corpo para o cemitério, mas o pastor pode mandar a alma para o inferno.” Esse compromisso implica responsabilidade, amor e dedicação à obra do Senhor.

O comprometimento é um grande motivo no desempenho de suas responsabilidades ministeriais, uma vez que Deus confiou aos seus cuidados as suas ovelhas: ¨Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a ele, porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas, para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil¨, 13: 17.

COOPERAÇÃO DIVINA

Depender de Deus é a máxima do pastorado, isto é, o obreiro precisa estar certo de que o Deus que o chamou é o mesmo que irá cooperar com ele em suas atividades e sustento. Deus chama e capacita àqueles que Ele separou para o ministério ou pastorado. Não há nenhum perigo em alguém aceitar a chamada divina e pensar na possibilidade de não poder contar com a Sua ajuda. Deus se responsabiliza por aqueles que aceitaram o seu chamado.

Charles Bridges afirmou: ”. “A labuta no escuro, sem uma comissão segura, tolda em muito a garantia da fé nos compromissos divinos; e o ministro, incapaz de se valer do apoio celestial, sente em seu trabalho as mãos caídas e os joelhos fracos. Por outro lado, a confiança de que está agindo em obediência ao chamado de Deus e de que Ele está em seu trabalho e em seu caminho, encoraja-o nas dificuldades, conscientizando-o das obrigações pelas quais deve responder com forças onipotentes

Moisés sentiu isto em sua própria pele, quando, de maneira contundente, suplicou a Deus que estivesse com ele na condução do povo à terra prometida: ¨Agora pois, se tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que agora me faças saber o teu caminho , e conhecer-te-ei, para que ache graça aos teus olhos: e atenta que esta nação é o teu povo¨, Ex 33: 13. E a resposta de Deus foi positiva: ¨Irá a minha presença contigo para te fazer descansar¨.

Esta narrativa ensina que Deus estará sempre disposto a auxiliar, a socorrer e a conceder vitórias àquele que é fiel à chamada divina. Sem a presença Dele não vamos a lugar nenhum. Com ele venceremos os gigantes, tiraremos água da rocha, as portas se abrirão e o maná celestial nunca faltará à nossa mesa. Para Deus não há crise, os céus não se cerram e o azeite da botija jamais se acabará, 2Rs 4: 6.

Concluindo, gostaria de fazer uso das palavras de Alex D. Montoya, ao falar sobre liderança: “como o líder pode motivar? Sendo ele mesmo a chave da motivação – sua integridade, sua habilidade, seu conhecimento do que deve ser feito e seu exemplo representam aspectos básicos para a motivação”. Evidentemente, nada mais motiva às pessoas do que um líder (pastor) animado e corajoso. Se o pastor conseguir se manter motivado, o entusiasmo dele vai influenciar outras pessoas.

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Fonte: Jornal Aleluia de junho de 2008

Jornal Aleluia: quatro décadas divulgando a Palavra e registrando a história da Igreja – Fevereiro/2012

O jornal Aleluia chega, com esta edição, aos seus 40 anos de circulação. É uma rica oportunidade para refletirmos sobre seu valor denominacional. Ele é o órgão oficial da Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil, (IPRB). Fundado em 1972, pelos saudosos pastores Abel Amaral Camargo, ex-presidente da IPRB, Palmiro Francisco de Andrade, ex-diretor do SPR de Cianorte, e Rev. Azor Etz Rodrigues (todos in memoriam), e Pr. Nilton Tuller, atualmente presidente da Igreja Casa de Oração para Todos os Povos – O MOLIVI, em Maringá, PR.

Antes de qualquer consideração sobre a importância do Jornal Aleluia para a IPRB, registramos nossa gratidão a Deus pela vida desses abnegados servos do Senhor que já partiram para a glória, mas que deixaram suas marcas nas páginas da história da IPRB. Ao Pr. Nilton Tuller, nosso grande amigo, em nome de toda a Igreja, a nossa mais sincera gratidão pelos seus serviços prestados ao jornal Aleluia e à Denominação.

O propósito do Aleluia

O Jornal Aleluia foi “idealizado com o propósito de debater e proclamar a mensagem da Renovação Espiritual, no final da década de 60, do século XX, em nosso país, bem como bem como de anunciar a Palavra de Salvação do Evangelho do Senhor Jesus Cristo”. Além disso, desde essa data, suas publicações têm sido valiosas e contribuído para preservar a história da IPRB.

Precisamos reconhecer que, sem essa literatura, nossa história não seria escrita, mas seria simplesmente a palavra falada. Prova disso é a edição do livro “A IPRB na virada do Milênio”, lançado em dezembro de 2010, pela Editora Aleluia, que traz os registros da primeira década de conquistas do terceiro milênio (2001-1010). Praticamente todo material ali exposto teve como fonte o Aleluia.

A primeira edição

No final da década de 60, o avivamento espiritual alcançou grande parte das igrejas presbiterianas no Brasil. Em Assis, SP, pastores percebiam a grande necessidade de levar a mensagem de renovação às Igrejas que aceitavam o mover de Deus. Entretanto, os artigos e notícias em geral desse agir de Deus não eram, em hipótese alguma, divulgados pelo órgão oficial (Jornal) das Igrejas naquela época, que não viam o avivamento com bons olhos.

Por conta disso, os pastores líderes do movimento de renovação espiritual tiveram a brilhante ideai de fundar o Jornal Aleluia para divulgação das novas experiências que muitos pastores, presbíteros, diáconos e membros das igrejas estavam vivendo. Houve uma edição “0” (zero), preparada pelo pastor Nilton Tuller, com tiragem de cem exemplares, impressa em papel sulfite. Mas foi em janeiro de 1972 que, efetivamente, nascia a edição número 1 do Aleluia. Portanto, como brinde desta data comemorativa, temos a alegria de colocar as mãos de cada pastor e pastor auxiliar uma reprodução da edição número 1, juntamente com esta edição 371.

O desafio da persistência

Muitas foram as dificuldades para chegarmos até aqui. Por isso é bom frisarmos que o registro de tudo aquilo que aconteceu e que acontece na IPRB, nos rincões desta nação, bem como no exterior, tem sido, desde a primeira edição um trabalho de desafio e perseverança daqueles que assumiram essa tarefa. Ou seja, se ainda hoje ele circula em nosso meio, é porque existem pessoas convictas do chamado divino para uma obra específica.

Não podemos nos esquecer do professor Joel Ribeiro de Camargo, que foi seu redator e organizador por 32 anos, e que dedicou o melhor de sua vida à publicação de centenas de edições. A ele e família, o nosso reconhecimento pelos trabalhos prestados ao Aleluia nesses longos anos. Agradecemos ao Pr. Rubens Paes que, desde 2006, passou a ser o diretor da Editora Aleluia e o redator responsável pelo jornal. Não podemos nos esquecer, também, de todos aqueles que, de uma forma ou de outra, deram sua parcela de contribuição para que esses 40 anos fossem hoje comemorados.

Literatura que edifica

O Aleluia não é apenas um informativo ou um veículo que leva às pessoas avisos e notícias daquilo que acontece em nossas igrejas, como encontros de missões, de jovens, homens e mulheres, trabalhos especiais, comemorações, de aniversários de igrejas, batismos, falecimentos, cerimônias de casamento, bodas de prata, de ouro, etc. Ele tem uma pauta literária própria, apresentando aos seus leitores um material seguro embasado na Palavra de Deus.

Seus artigos, mensagens e estudos bíblicos têm trazido enriquecimento e edificação para o povo de Deus. Jamais seremos capazes de medir a dimensão de satisfação ou alegria de seus leitores ao receberem uma nova edição. Quando recebo a edição do mês, faço questão de ler tudo, principalmente os artigos e mensagens, porque assim fico inteirado do que minha igreja está fazendo. Por isso precisamos urgentemente valorizar muito mais esta literatura que tem sido uma fonte de bênção para todos nós.

Apoio dos pastores e igrejas

Nesta oportunidade, gostaríamos de solicitar o apoio e oração de todos os pastores, lideranças e membros em favor de todos aqueles que trabalham na elaboração deste precioso material. A participação direta e indireta de cada um é muito relevante para que ele continue a circular em nosso meio, como agente de informação e divulgação da Palavra. Seu propósito, que fora estabelecido em 1972, não pode ser interrompido. Precisamos ser verdadeiros colaboradores também na área financeira, e participativos do progresso desta preciosa literatura.

Por isso, esta data constitui-se em uma ótima oportunidade para reafirmarmos nosso compromisso de assinante fiel, bem como conquistarmos outras pessoas para que sejam assinantes. Deixamos um apelo especial a cada pastor e pastor auxiliar que ainda não é assinante para subscrever sua assinatura hoje mesmo e começar a receber o Jornal.

Que Deus abençoe a todos e que estejamos prontos para ajudar no crescimento e expansão da obra do Senhor por meio desse órgão.

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Fonte: Jornal Aleluia 371, de fevereiro de 2012.

Jornal Aleluia: 300 edições de comunicação do Evangelho – Set/2005

Um dos meios mais eficientes
no processo de comunicação é a palavra escrita.

A Bíblia, por exemplo, constitui-se
no livro de maior poder de comunicação.
No entanto, para que suas mensagens
sejam interpretadas e transmitidas
é necessária a sua divulgação,
que poderá ocorrer pela oralidade
ou através da escrita.

Comunicar quer dizer fazer-se propagar ou transmitir uma mensagem. Sem comunicação seria impossível estabelecer relações entre os diversos povos, propagar descobertas técnico-científicas e promover o sentido de unidade entre as nações, isto é, não é possível imaginar a convivência entre as pessoas, sem que elas tenham a capacidade de expressar suas vontades e opiniões. Cada pessoa seria um mundo à parte, se não houvesse a troca de experiências. Neste caso, a mídia, que se traduz pelos meios de comunicação, tais como a TV, o rádio, os jornais, as revistas e outros mais, constitui-se no suporte principal no processo da comunicação.

Assim, registramos essas palavras, com propósito de lembrar que o Jornal Aleluia, fundado em fevereiro de 1972, acaba de atingir a significativa marca de 300 edições. Não se trata de um jornal qualquer, mas do órgão oficial da Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil, que fora idealizado com o propósito de debater e proclamar a mensagem da renovação espiritual e do avivamento que se instaurara no final da década de 60 em nosso país, bem como o de anunciar a palavra de salvação do evangelho do Senhor Jesus.

Portanto, nesta oportunidade, gostaria de refletir sobre alguns aspectos relevantes sobre o Jornal Aleluia.

O Aleluia e seus redatores

Uma das marcas das comemorações das 300 edições do Jornal Aleluia é o trabalho de seus redatores, ou seja, das pessoas que têm a grande responsabilidade no preparo e revisão das matérias a serem mensalmente publicadas neste Jornal. Não há dúvidas de que se trata de um trabalho criterioso e que exige capacidade e muita dedicação.

Para que as 300 edições fossem publicadas, foi necessário o empenho de sua liderança e de seus redatores, como, por exemplo, do professor Joel Ribeiro de Camargo, diretor da Junta de Publicações, que está à frente do Jornal desde a edição de número 3, assim como os pastores Rubens Paes e Francisco Araújo Barretos Neto, que atualmente trabalham na redação e publicação do Jornal, das Revistas de EBD, de livros, de folhetos e de todo tipo de material para as igrejas. É um trabalho que precisa ser valorizado por todos.

Por outro lado, não podemos esquecer-nos de outros pastores como José Sidney Dantas, Zinaldo Martins, Valteno Hercílio de Oliveira e Davilson José de Araújo que, em anos anteriores, atuaram na produção deste abençoado Jornal. Precisamos reconhecer o trabalho desses e de todos denodados servos de Deus que durante esses anos prestaram e prestam serviços à causa do Senhor na IPRB. A nossa gratidão a Deus pela vida de cada um deles.

O Aleluia e seus escritores

A trecentésima edição do Jornal Aleluia é resultado de um trabalho participativo, isto é, além do esforço e dedicação dos redatores, há, também, a colaboração dos pastores, lideranças em geral (presbíteros e diáconos) e irmãos das igrejas renovadas em geral, que enviam artigos e notícias para serem publicados no Jornal.

Falo em colaboração, porque cada edição do Jornal Aleluia conta o apoio e participação dessas pessoas. Além do mais, há de se considerar que o Aleluia é um Jornal em que todos têm a oportunidade de escrever e publicar matérias alusivas às suas igrejas e Presbitérios. Trata-se de um canal para abençoar as famílias cristãs e não-cristãs e evangelizar os pecadores.

Um detalhe importante a ser observado é que os artigos publicados procuram evitar uma linha polêmica, mas têm como objetivo principal a edificação do povo de Deus. Por isso, trazer à lembrança àqueles têm seus artigos publicados e àqueles que são escritores colaboradores deste meio de comunicação e das revistas de EBD é, da minha parte, um simples ato de gratidão a Deus.

O Aleluia e seus objetivos

A princípio, um dos objetivos deste Jornal foi informar às igrejas renovadas sobre os acontecimentos da obra de avivamento espiritual, na década de 70, nas igrejas Presbiterianas dos Estados do Paraná, Minas, São Paulo e Goiás. Com o passar do tempo, este veículo foi recebendo forma de Jornal Evangélico e ganhando espaço no meio Presbiteriano Renovado. Hoje, é considerado o meio mais eficiente de comunicação interação entre o povo renovado.

Portanto, os leitores do Jornal Aleluia, em especial os membros da Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil, têm participação especial nas comemorações das 300 edições. O mérito é de Deus que concedeu graça e coragem aos seus fundadores (pastores Abel Amaral de Camargo, Azor Etz Rodrigues e Palmiro F. de Andrade – em memória – e Nilton Tuller), redatores e escritores para atingir este número expressivo e histórico. São 300 edições que registram para as gerações posteriores a história da IPRB.

O Aleluia e seus leitores

Mas não basta produzir um bom jornal, recheado de notícias e de artigos edificantes nem tão pouco um jornal com uma linda folha de serviços prestados à denominação, se hoje ele não está chegando às mãos dos membros de nossas igrejas. Por isso, gostaria de apelar aos pastores, lideranças e membros em geral para promover em suas igrejas um esforço específico, um empenho, a fim de elevar o número de leitores e de pessoas que se beneficiam dessa literatura.

É inadmissível que uma denominação como a IPRB de, aproximadamente, 100 mil membros tenha um número tão insignificante de assinantes. Eu penso que cada família, pelo menos, poderia ter uma assinatura. Cada igreja poderia subscrever uma cota do Jornal, como já orientou, nesse sentido, a Administrativa.

Desta forma, em nome da Diretoria Executiva da IPRB, gostaria de agradecer e abençoar a todos que têm contribuído de uma maneira ou de outra para a continuidade do trabalho do Jornal Aleluia. Que Deus abençoe ricamente a atual diretoria da Gráfica e Editora Aleluia e todos que trabalham nesta Instituição. Vamos carregar esta bandeira e proclamar o evangelho de Jesus a todos os povos, Mc 16: 15.

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Fonte: Jornal Aleluia de setembro de 2005

Evidências de um autêntico avivamento – Julho/2008

Não há nada que demonstre, de forma tão eloquente,
a soberania e poder divino como o avivamento,
que é a erupção de Deus na História
e a manifestação de sua graça poderosa

Quando o povo de Israel ou a Igreja, na sua jornada histórica, se mostravam enfraquecidos, fracassados, desacreditados e sem poder, rendiam-se ao Senhor e Deus os soerguia. Não há nada que demonstre, de forma tão eloquente, a soberania e poder divino como o avivamento, que é a erupção de Deus na História e a manifestação de sua graça poderosa.

O brado por um avivamento foi o pedido do profeta Habacuque, 3: 2. Ciente dessa necessidade, o homem de Deus pede ao Senhor que avive a Sua obra, pois estava certo de que, com o passar dos anos, o povo se esfriaria em sua fé de tal modo que todos já anteviam seu fim. Por isso roga, urgentemente, um avivamento para que a obra mantenha-se viva.

Por ocasião do dia da IPRB, que comemoramos no terceiro domingo de julho, e por considerar que o nosso lema nesses últimos anos é Avivamento e Crescimento, gostaria de convidar o amado leitor a uma reflexão bíblica e histórica sobre algumas evidências e resultados advindos dos grandes avivamentos, aplicando-as à nossa vida eclesiástica e pessoal.

Confissão e arrependimento

O pecado é o maior empecilho ao avivamento. A igreja está sofrendo uma vida pobre e superficial porque tem pouca convicção de pecado. Ela tem-se conformado com suas falhas. Parece que tudo se tornou normal ou comum para o povo de Deus. Mas o arrependimento e o choro pelos pecados é a chave para vermos os céus abertos.

Se quisermos avivamento, precisamos tratar a sério a questão do pecado, isto é, avivamento começa com insatisfação, com humilhação, com lágrimas e não com riso e festa. Enquanto a igreja estiver satisfeita consigo mesma, não haverá esperança de avivamento. Portanto, a igreja que não se quebrantar, que não se arrepender, que não se voltar para Deus não estará abrindo as portas para ser usada pelo Senhor, Jr. 15: 19.

Um exemplo sempre atual, que ilustra muito bem esta verdade, é a oração do rei Salomão. Após edificar o templo e orar pedindo as bênçãos sobre aquele lugar, Deus lhe aparece, numa visão, dizendo que no dia em que o povo pecasse e se rebelasse contra Ele sofreria as terríveis consequências do pecado, 2Cr 7: 13 e 14. Todavia, se o povo se humilhasse e reconhecesse o seu pecado, convertendo-se de seus maus caminhos, a bênção tornaria a repousar sobre eles.

Todo grande derramar do poder do Espírito Santo na história, sempre foi precedido por uma profunda convicção de pecado, por meio de arrependimento e oração. Ninguém tem dúvidas de que todo avivamento é precedido de oração. Não se desvincula a oração do poder divino. E Deus não pode conceder poder àquele que está embaraçado com as coisas desta vida, Hb 12: 1 e 2.

Intensa sede de Deus

Outro aspecto é que todo avivamento é marcado por um profundo desejo de intimidade com o Eterno. O Salmo 42 retrata esta realidade. O salmista, na tentativa de fugir dos problemas da vida, vai ao deserto do Neguebe, região da Judeia, um lugar pedregoso, solitário, cáustico e perigoso. O sol ardente o assola e, de repente, vê uma corsa exausta, que corre desesperadamente em direção à água, em busca da satisfação interior.

É nesse momento que o salmista olha para esse animal e exclama: “Como a corsa que brama pelas correntes das águas, assim suspira a alma por ti, ó Deus! A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo…¨, vs. 1 e 2. O salmista está querendo dizer que a ansiedade desse animal retratava a sua ânsia por Deus. Ele não conseguia viver sem a presença do seu criador. Seu anseio por Ele estava acima de tudo.

Muitas pessoas têm procurado ou buscado a Deus meramente em troca das bênçãos. Vivemos um Cristianismo extremamente antropocêntrico: tudo gira em torno do homem. Deus, para muitos, não passa de um instrumento secundário, que trabalha para a realização de todos os gostos e vontades do homem. Os sermões pregados em nossos dias às vezes têm perdido de vista os fundamentos bíblicos.

Em tempos de avivamento, a igreja passa a ter mais sede de Deus do que pelas coisas que Ele pode dar. Empenha-se totalmente na busca da intimidade e comunhão com Deus – não se contentando com as bênçãos, mas desejando ansiosamente o próprio Deus. Isto é um dos verdadeiros frutos do avivamento. Esta sede se concretiza na oração, na comunhão, no amor, nas práticas sociais, no estudo da palavra e nas ações evangelísticas da Igreja.

Santidade e amor à palavra

O próprio Jesus disse: ¨Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade¨, Jo 17: 17. O mover de Deus traz esse comprometimento com a Palavra. A história registra que em épocas de avivamento a igreja é renovada em seu amor pela Palavra. Não há avivamento sem volta à Bíblia, sem fome da Palavra, sem que a igreja tenha avidez pelas verdades eternas. Ou seja, todo avivamento é centrado na Palavra.

Quando a Bíblia é deixada de lado, o Deus da Palavra é rejeitado. E, se isso acontece, a igreja se extrema para o subjetivismo, calcado em experiências e na mística, ou para o racionalismo incrédulo. O grande evangelista Moody, ao se referir à Bíblia, dizia: “Ou este livro o afastará do pecado ou o pecado o afastará desse livro”. Quanto mais longe da Palavra, mais perto do pecado. Quanto mais perto da Palavra, mais longe do pecado.

Leonard Ravenhill, ardoroso escritor e pregador da Palavra, disse que “a maior vergonha dos nossos dias é que a santidade que pregamos é anulada pela impiedade do nosso viver”. Há enorme lacuna entre o que a igreja prega e o que vive, entre o sermão e a vida, entre a fé e as obras. Não vivemos o que pregamos e pregamos o que não vivemos.

É impossível ser de Cristo e do mundo ao mesmo tempo. A ausência de santidade é a causa do fracasso e o grande obstáculo do avivamento. A falta de santidade emperra, amarra e deixa a igreja em descrédito. Quando a igreja perde o foco da santidade e passa a amar o mundo, cria-se com isso o maior impedimento à ação de Deus na História.

Ardor evangelístico

Avivamento sempre gera um ardor evangelístico e conscientiza a igreja da responsabilidade de fazer missões nacionais e transculturais. Em todas ocasiões em que o Espírito foi derramado, houve experiências de uma profunda paixão pelos pecadores. Quando o Espírito desceu sobre a Igreja Primitiva, At 2, os discípulos romperam com as quatro paredes e alvoroçaram o mundo da época, e de maneira ousada anunciaram o evangelho em todos os lugares, At 1: 8.

Avivamento que não gera evangelização e comprometimento com o crescimento do Reino de Deus não é bíblico. São apenas movimentos que vêm e passam rapidamente. O avivamento, por usa vez, desperta a igreja e esta, consequentemente, busca os perdidos com a mensagem de transformação. O genuíno avivamento contamina a igreja com o fogo desbravador do Espírito Santo.

Por isso, evangelização é a tônica da igreja, porque essa é a sua missão na terra, Mc 16: 15. Só para se ter uma ideia, de acordo com as estatísticas, de 10 mil pessoas que vivem nos arredores de uma igreja, quatro delas morrerão semanalmente. Quer dizer, 16 por mês, 192 a cada ano. Pergunta-se: todas vão morrer salvas? A igreja não pode ser indiferente. Não pode agir, como na parábola do Bom Samaritano, da mesma forma que o sacerdote e o levita que nada fizeram pelo moribundo. Isso é uma afronta a Deus, Lc 10: 15-37.

Não podemos nos esquecer que todo cristão é um missionário em potencial. Jesus nos chamou para sermos testemunhas, quer dizer: “todo coração com Cristo é um missionário; todo coração sem Cristo é um campo missionário.” Será que a igreja, em vez de ser uma agência missionária, não está se transformando num campo missionário? Como igreja, precisamos erguer a cabeça e ver os campos que já estão brancos para a ceifa e escutar o gemido das multidões que perecem sem Cristo, a começar por Jerusalém (nossa cidade).

Que caia sobre todas as igrejas renovadas, sobre todos os nossos membros, sobre nossos jovens e líderes, bem como sobre todo segmento evangélico de nosso país, uma chuva de avivamento, que leve o povo a ter sede e fome de Deus, para que aconteça um verdadeiro envolvimento e comprometimento com a Sua obra. Somente assim estaremos prontos para dizer como o profeta Isaías: “Eis-me aqui, envia-me a mim”, Is 6: 8. E, sem dúvida alguma, o resultado desse avivamento será o maior crescimento já provado por esta geração.

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Fonte: Jornal Aleluia de julho de 2008