Domingo de Páscoa ou do chocolate? – Reflexão – abril de 2007

O que é Páscoa?
Qual tem sido o seu sentido
para a humanidade?

Para muitos, especialmente em nossa cultura, é o dia seguinte ao sábado de “Aleluia” ou, ainda, o dia de comer as guloseimas deliciosas preparadas para serem consumidas nesta época: os famosos “ovos de páscoa”. Quem não gosta? É claro que é muito bom comer chocolate, principalmente quando não temos problemas de saúde ou não estamos acima do peso! Comer chocolate é bom demais!

Mas, afinal, o que é Páscoa? Qual o verdadeiro sentido da Páscoa?

A palavra Páscoa vem do hebraico Pessach, que significa passagem. A celebração da Páscoa entre os judeus marcava o episódio da morte dos primogênitos – a décima praga. Israel foi liberto da escravidão egípcia por Moisés. Naquela noite, sob orientação divina, eles prepararam-se para partir do Egito: mataram o cordeiro, símbolo de Jesus, e passaram seu sangue sobre os umbrais das portas; quando o anjo da morte passou, à meia-noite, não atingiu nenhum dos israelitas.

Por ocasião desta festa judaica, Jesus celebrou a Páscoa com os seus discípulos, trazendo um novo simbolismo para a nova religião que nascia: o Cristianismo. Foi a última ceia partilhada por Jesus e os seus discípulos. Naquela oportunidade, o Senhor instituiu a Santa Ceia.

Após ter sido morto e sepultado, no terceiro dia, no domingo, o Senhor Jesus ressuscitou e levantou-se da sepultura vencendo a morte. Por isso, nessa data é comemorada a Sua ressurreição.

A Páscoa é o evento religioso-cristão considerado a mais importante festa da cristandade! Páscoa para nós, que cremos no Senhor Jesus, é mais que ganhar, dar, vender, comprar “ovos” de chocolate ou deliciar-se com guloseimas. É o dia em que celebramos a ressurreição do Mestre da Galileia, que morreu, mas ressuscitou e está vivo para todo sempre. Aleluia!

Ele Vive!!!

Dia mundial de missões – Reflexão – outubro 2007

O dia 20 de outubro é o Dia Mundial de Missões. Nessa data, somos chamados a refletir sobre nosso posicionamento missionário. Recebemos a incumbência de continuar a obra de Jesus no mundo e, por isso, temos a responsabilidade de desenvolver um ministério missiológico. Precisamos repensar a nossa vocação missionária como verdadeira Igreja, cuja função no mundo é a evangelização.

Como Igreja, devemos ter a consciência de que a principal razão da nossa existência é adorar a Deus e fazer missões. O mandamento do Senhor para nós é: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado”. Essa é a ordem que recebemos do Dele.

Na IPRB, comemoramos no segundo domingo de outubro, o Dia da Mispa – Missão Priscila e Áquila – agência missionária de nossa Igreja. Nesse dia, devemos falar nas igrejas locais sobre a Mispa e o trabalho que desenvolve com muita competência no Brasil e no exterior.

Como podemos ter uma atuação autêntica na obra missionária? Envolvendo a igreja em missões, orando pelos missionários, levando missionários à igreja, regularmente, para que falem sobre seu trabalho, contribuindo financeiramente, sendo fiéis nos 3% que a Igreja deve remeter mensalmente à Mispa… Podemos adotar um campo ou missionário, mandando-lhe mensalmente uma oferta, escrever para os missionários com regularidade, enviando-lhes jornais, revistas, cartas, fotos, boletins, e-mails, CDs, DVDs, etc. Interessante também é programar cultos de missões, conferências missionárias, abertura de novas congregações e, se possível, separar uma porcentagem do que ganhamos ou da arrecadação mensal da igreja para missões.

Essas são algumas formas que podemos utilizar para fazer missões. Bom é orar, mas não nos esqueçamos de que os campos também têm suas grandes necessidades materiais. Retaguarda é sustentar as cordas. É cumprir plenamente o mandamento do Senhor! Você tem sido um missionário? “Cada coração com Cristo é um missionário e cada coração sem Cristo é um campo missionário”!

Você é missionário ou campo missionário?

Dia dos namorados – Reflexão – junho 2007

No dia 12 de junho comemora-se o Dia dos Namorados. A origem dessa data no Brasil é atribuída ao publicitário João Dória que, em 1950, criou um slogan comercial que dizia “não é só com beijos que se prova o amor”. A intenção de Dória era criar o equivalente brasileiro ao Valentine’s Day, o Dia dos Namorados dos Estados Unidos. É provável que o dia 12 de junho tenha sido escolhido porque é uma época em que o comércio de presentes é pequeno. A idéia funcionou tão bem para os comerciantes que, desde aquela época, o Brasil inteiro comemora anualmente a data.

Quem tem um(a) namorado(a) logo pensa: o que vou dar de presente e o que será que vou ganhar?!? É lógico que existem aqueles despercebidos que se esquecem dessa data! Será? É verdade, especialmente depois que o namorado(a) já se tornou o seu cônjuge.

Infelizmente, muitos deixam de ser namorados(as) após o casamento, perderam o lado romântico da vida a dois e vivem juntos, mas sem nenhum atrativo, apenas por conveniência ou para manter a aparência diante da família e da sociedade. Na verdade, perderam o desejo intenso de um pelo outro, o prazer de estar juntos, de desfrutar da companhia um do outro. Quando isso acontece, perde-se o brilho da vida conjugal, tendo como resultado o enfado.

Entendemos que Deus planejou e constituiu a família. Ela começa com o namoro, o noivado e termina com o casamento. Após o casamento não devemos esquecer que ainda continuamos a ser namorados(as) do nosso cônjuge e, por isso, temos de cultivar as atitudes que tínhamos antes de casar: a gentileza, o amor, o carinho, a criatividade para surpreender e ganhar a pessoa amada…

Não podemos desconsiderar uma série de fatores imprescindíveis para vida a dois: devemos continuar com o mesmo brilho dos tempos de namoro. Precisamos cultivar o nosso amor através de atitudes para com o nosso cônjuge. O plano de Deus é que sejamos namorados até que a morte nos separe! Que Deus abençoe cada um dos eternos namorados!

Dia do presbítero – Reflexão – agosto 2007

No primeiro domingo de agosto comemoramos, na 3ª IPR de Anápolis-GO, o Dia do Presbítero. Agradecemos a Deus pela vida dos presbíteros Welington Carlos (Carlinhos), Diógenes e Naasson pelo trabalho desempenhado em nossa Igreja e ao nosso lado, apoiando-nos na obra que Deus colocou em nossas mãos. Obrigado!

O presbítero é um oficial da Igreja, eleito por ela, conhecido como braço direito do pastor, desempenhando várias funções no corpo de Cristo. A importância desse oficial na Igreja é incalculável e tem origem histórica no Novo Testamento. Por causa do sistema de administração através dos presbíteros, a nossa igreja recebeu o nome de Presbiteriana.

As primeiras igrejas do Novo Testamento foram governadas por presbíteros eleitos pelas comunidades. A Reforma Protestante restaurou este ofício cristão no seu modo original e segundo o modelo bíblico, uma vez que este, devido os desvios da Igreja durante a Idade Média, havia sido ignorado. O reformador João Calvino, na Suíça, no século XVI, resgatou esta função.

Com a vinda da Igreja Presbiteriana para o Brasil, no século XIX, muitos presbíteros foram eleitos, o que contribuiu para o crescimento da Igreja brasileira. Entre eles, destacamos a pessoa do presbítero João Antunes de Moura, de Itapeva-SP, um dos primeiros presbíteros da Igreja Presbiteriana do Brasil, avô do Pastor Ner de Moura, um dos pastores pioneiros da nossa Igreja.

Na Igreja Presbiteriana Renovada, muitos presbíteros destacaram-se e galgaram posições importantes dentro da denominação, na diretoria nacional ou nas instituições da Igreja, como por exemplo: Dr. Jamil Josepetti e José Fernandes Pedrosa (que foram depois ordenados pastores), Joel Ribeiro de Camargo (que fundou a Editora Aleluia), Loudomiro Carneiro (que construiu a atual sede da Mispa) e Divino Guimarães (que militou na Diretoria da IPRB) e outros. Ainda hoje, muitos presbíteros continuam destacando-se, fazendo a obra de forma incansável nos conselhos e nas diretorias presbiteriais. Aos 1.985 presbíteros da IPRB, parabéns!

Queremos, nesta oportunidade, glorificar a Deus por todos os presbíteros da Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil, que os senhores continuem dando a sua colaboração à denominação, ajudando seus pastores como verdadeiros companheiros, caminhando lado a lado, sabendo que “o vosso trabalho não é vão no Senhor” como disse o apóstolo Paulo. Deus abençoe a todos os nossos amados presbíteros!

Dia do índio – Reflexão – abril 2007

Dia do índio? Isso é um absurdo,
dizem alguns!!! Eles merecem atenção?
Por que se preocupar com eles?
Ah, temos mais o que fazer!

Esse sempre foi o discurso de homens gananciosos que buscavam riquezas a qualquer custo na América. Os colonizadores portugueses, que vieram para o Brasil, a partir do século XVI, dizimaram os donos dessa terra. Os índios, indefesos, foram perseguidos, agredidos e mortos sem nenhuma compaixão de seus algozes “civilizados”, o homem branco europeu.

Em 1940, realizou-se no México o primeiro Congresso Indigenista Interamericano que contou com a presença de autoridades de vários países das Américas e líderes indígenas. Como resultado, criou-se, em 1943, pelo presidente Getúlio Vargas, a data que comemora o dia do índio no Brasil: 19 de abril.

Infelizmente, os índios têm sido vítimas do abuso de pessoas que se consideram superiores social, cultural, intelectual e espiritualmente. Na verdade, o índio tinha sua própria cultura e cosmovisão, não sendo inferior em nada aos conquistadores. A sua cultura era apenas diferente da dos europeus e nada mais.

Os índios são seres humanos tanto quanto qualquer um de nós. Eles também foram criados à imagem e semelhança de Deus e, como qualquer ser humano, precisam de Jesus.

Os índios necessitam de salvação, precisam conhecer a Cristo. Quando o Senhor Jesus disse: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações (etnias)”, ele se referia a todos os grupos existentes sobre a face da terra, inclusive os indígenas. No Brasil, existem centenas de tribos que ainda não receberam a mensagem do Evangelho e não têm sequer um versículo da Palavra de Deus em sua língua.

A Mispa tem feito um excelente trabalho junto a algumas aldeias no Estado de São Paulo e Mato Grosso do Sul, havendo muitos índios já convertidos e igrejas organizadas.

Infelizmente as autoridades brasileiras têm dificultado o trabalho dos missionários junto a eles. A FUNAI e alguns antropólogos, “defensores” dos índios, têm sido um impedimento para que os índios conheçam a Deus. Em nome da defesa da cultura indígena, têm acusado os missionários, impedindo-os de atuar junto a eles.

Nossa missão é orar pelos indígenas, pois ainda continuam sendo espoliados nos seus bens, nas suas terras, e há tribos que passam necessidades; orar para que os missionários possam ter livre acesso às tribos, levando ajuda social e as boas-novas de salvação.

Que Deus abençoe os nossos irmãos indígenas de todo o Brasil!

Dia da IPRB – Reflexão – julho 2007

O terceiro domingo de julho é o dia da IPRB. No Brasil, o presbiterianismo nasceu com a vinda de Ashbel Green Simonton, primeiro missionário presbiteriano, em 1859. De seu trabalho, surgiu a Igreja Presbiteriana do Brasil. Ao longo dos anos, formaram-se vários ramos, todos eles conservando, na essência, a teologia e a forma de governo presbiteriano. Nesta data, a denominação relembra sua história, sua doutrina, seus alvos.

Como resultado do avivamento surgido no final da década de 60 nas igrejas IPB e IPI, nasceu a nossa amada igreja, a IPRB, Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil, que tem como presidente o Pr. Advanir Alves Ferreira. Naqueles dias houve um grande despertamento e Deus levantou homens com uma unção poderosa para essa grande obra no Brasil.

Os pioneiros da IPRB acreditaram no grande mover de Deus, por isso, tomaram decisões corajosas. Entre esses desbravadores estão alguns pastores e presbíteros, como: Abel Camargo do Amaral, Jamil Josepetti, Joel Ribeiro de Camargo, José Fernandes Pedrosa, Jonathan Ferreira dos Santos, Palmiro Francisco de Andrade, Lauro Celso de Souza, Ner de Moura, Jobel Cândido Venceslau, entre muitos outros. Todos tiveram um papel decisivo no surgimento de nossa Igreja.

A “Renovada”, como é carinhosamente chamada, é resultado da fusão de grupos oriundos da IPIR e ICP, que se uniram no dia 08 de janeiro de 1975, fundando a IPRB. O tempo passou e com ele a primeira geração dos fundadores, agora fazemos parte da segunda geração de líderes. A IPRB está plantada em todas as capitais brasileiras e em todos os continentes. Tem atualmente 390 igrejas, 1.171 templos, 823 pastores, 1.986 presbíteros, 2.580 diáconos, 1.957 diaconisas, e 100.832 membros. Aleluia!

Temos o privilégio de ter a ALELUIA (gráfica e editora), a MISPA (Missão Priscila e Áquila) e dois Seminários, um em Cianorte, PR, e outro em Anápolis, GO. Muito tem sido feito, mas ainda há muito por fazer, o trabalho é um desafio!

Que Deus continue a usar os líderes da nossa igreja para levar essa obra avante até o dia da volta do Senhor Jesus. Parabéns a todos os líderes e membros. Parabéns à IPRB pelo seu dia!

Chegou o Natal – Reflexão – dezembro de 2007

O Natal existe para relembrarmos o nascimento do Senhor Jesus.
Foi há dois mil anos, é verdade, porém é como se fosse hoje: Jesus nascendo
em cada coração, em cada vida. Numa terra distante, um casal albarda seu animal e parte, de madrugada, da pequenina Nazaré para a longínqua Belém.
Sobem montanhas, cruzam vales e planícies. Uma mulher grávida conduz
seu tesouro escondido em seu ventre. Não era uma criatura qualquer que estava sendo esperada. E nasce, em condições humildes, aquele menino prometido pelos profetas, que se apresentaria, mais tarde, como Filho de Deus. Aquele
que visitaria aldeia por aldeia, cidade por cidade, comprovando, por sinais,
o seu poder. Aquele que mudaria o mundo com sua mensagem de amor e, sobretudo, de salvação. E, mais que isso, aquele que daria sua vida, seu sangue remidor, para selar suas palavras.

No Natal há um ambiente peculiar, um clima de festas, alegria, luzes coloridas piscando, músicas apropriadas, férias, encontro com parentes e amigos inesquecíveis, frutas típicas, comidas diferentes, etc. Natal é o momento ideal para receber e dar presentes. Natal é uma época sem igual! Quem não gosta desta data? Todos nós! É claro!

No Natal, muitas e boas lembranças invadem a mente da maioria de nós! Lembranças de momentos preciosos que desfrutamos ao lado das pessoas tão caras, a quem tanto amamos! Pessoas que fizeram ou fazem parte da nossa vida, embora algumas já não mais estejam conosco, já se foram, deixando para trás flashes marcantes de sua existência! São lembranças que jamais serão apagadas de nossa memória, mas que estão como jóias preciosas, entesouradas no cofre que existe no recôndito de nosso coração.

Para muitos, Natal é apenas festa e alegria, mas há algo, além disso, que não podemos esquecer. Natal, antes de tudo, é a comemoração do nascimento de alguém muito especial, o nascimento do Senhor Jesus! Por causa dele temos esta festa tão significativa.

Além de receber presentes singulares e valiosos de pessoas tão amadas, está o presente que veio do céu para toda humanidade, que é Jesus. Aquele menino que nasceu em Belém há dois mil anos é o grande presente que todos podem receber daquele que nos amou de tal maneira que o deu para todos nós. Ele não é mais apenas o pequeno menino da manjedoura, mas o nosso único e suficiente Salvador.

Infelizmente, muitos têm-se esquecido do mais importante no Natal que é o aniversariante do dia: Jesus!

A festa natalina será apenas mais uma festa, se Jesus não estiver presente. Deve estar presente e ser devidamente honrado.

Neste Natal vamos juntos abrir os braços e receber com alegria o grande presente de Deus e fazer d’Ele o verdadeiro motivo do Natal. Que nunca venhamos esquecer que o único motivo pelo qual o Natal existe é Jesus! Sem Ele, o Natal se torna apenas mais uma festa sem nenhum sentido especial.

Que Deus nos abençoe!

Ano-novo Reflexão – janeiro 2007

Chegamos ao final de mais um ano! E o ano novo tomou conta do calendário. Pela graça do nosso bom Deus, vencemos mais uma vez! As lutas vieram, mas triunfamos, no Senhor Jesus, sobre todas elas. Jesus nos fez vencedores em tudo! Atravessamos vales escorregadios, desertos causticantes, tempestades bravias, montanhas que pareciam intransponíveis e saímos ilesos porque o Senhor esteve conosco!

Este é um momento oportuno para refletirmos sobre o ano que passou. Com certeza muitas coisas boas e ruins aconteceram, mas em todas elas tivemos experiências que marcaram nossa vida para sempre. Para nós, que cremos na soberania de Deus, nada nos aconteceu por acaso, mas tudo teve um fim proveitoso. Como disse o apóstolo Paulo aos Romanos: “todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus”. Às vezes não entendemos certos acontecimentos, mas mesmo assim devemos ter o espírito de gratidão ao Pai, pois temos consciência de que Ele, com sabedoria infinita, controla todas as coisas.

Um novo ano nos espera e com ele a esperança de dias melhores. As expectativas são muitas. Porém, o que acontecerá só Deus sabe! No entanto, acreditamos que Deus continuará nos abençoando.

A passagem de ano é um bom momento para projetar nosso futuro, sabendo que “O homem faz planos, mas a resposta certa vem dos lábios do Senhor”, como diz a Palavra de Deus em Provérbios.

Nesta oportunidade, queremos convidá-lo, juntamente com sua família, para fazer um projeto de vida. Um projeto a curto, médio e a longo prazo, colocando no papel aquilo que você deseja, não esquecendo sobretudo do lado espiritual, pois ele é fundamental. A Bíblia diz: “Buscai primeiro o Reino de Deus e as demais coisas serão acrescentadas”.

O problema de muitas pessoas é que costumam deixar Deus em segundo plano e o resultado é uma vida embaraçada, enrolada, atrapalhada em todos os sentidos. O salmo 34 diz: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle e o mais Ele fará”. Confia no Senhor Jesus e Ele cuidará dos detalhes de sua vida no ano que estamos iniciando! Que Deus nos abençoe e nos faça prosperar!

História do Presbiterianismo no Brasil

O Presbiterianismo no Brasil é fruto do trabalho missionário do norte-americano Ashbel Green Simonton.
Ele chegou ao Brasil no dia 12de agosto de 1859 e, algum tempo depois, começou o seu ministério fundando a Igreja Presbiteriana do Brasil, em 1862, no Rio de Janeiro. Podemos dividir a história do Presbiterianismo do final do século XIX em três etapas distintas:

1 – A época de Simonton – de 1859 a 1867

Havendo iniciado o trabalho na capital do Brasil, então Rio de Janeiro, faz sua primeira viagem para o interior do estado em 1860, visitando também a cidade de São Paulo e algumas do interior paulista. Em razão desses contatos, algum tempo depois começa a IPB na capital Paulista com o missionário Alexander Latmer Blackford e sua esposa Lilie, irmã de Simonton. Este casal tinha vindo dos Estados Unidos para ajudá-lo no trabalho missionário no Brasil (ATAÍDES, p. 41).

Em 1864, o Rev. Blackford recebe a visita de Antonio Martins Borges, da cidade de Brotas, SP. Este queria saber mais sobre o Evangelho, pois havia sido abordado por José Manuel da Conceição, JMC, um ex-padre que havia se entregado a Cristo graças ao ministério de Simonton. Em 1865, Blackford visita essa cidade e, ali, organizou-se a 3ª Igreja Presbiteriana no Brasil.

Com três igrejas organizadas, Simonton funda o Presbitério do Rio de Janeiro, em 16 de dezembro de 1865, e ordena o primeiro pastor brasileiro, José Manuel da Conceição. Em oito anos e quatro meses, Simonton organizou três igrejas (Rio, São Paulo e Brotas), um Presbitério (Rio de Janeiro), um Jornal (Imprensa Evangélica), um Seminário (Seminário Primitivo) e uma Escola (No Rio). Vítima de febre amarela, falece, no dia 09 de dezembro de 1867, em São Paulo, e é sepultado no cemitério dos protestantes.

2 – Expansão do Presbiterianismo – de 1867 a 1888

Com a morte do missionário Simonton, a Igreja Presbiteriana continuou o seu trabalho com os missionários americanos, pastores nacionais e leigos. O ex-padre JMC teve um papel importante no trabalho de evangelismo de cidade em cidade, no estado de São Paulo e sul de Minas Gerais. Neste período, ocorre a formação dos primeiros líderes nacionais e há uma grande expansão da evangelização, sendo muitas igrejas organizadas, tais como, Sorocaba e Borda da Mata, em 1869, e muitas outras nos anos seguintes. Este foi um momento importante do trabalho leigo no Brasil. Estes leigos, presbíteros e membros da igreja, continuaram evangelizando e distribuindo Bíblias com muito amor e fervor. Entre eles, podemos destacar o presbítero João Antunes de Moura, morador da cidade de Faxina (hoje Itapeva, SP), que se empenhou em levar Bíblias, como colportor, a várias cidades da sua região, inclusive chegando ao Estado do Paraná nas cidades de Guarapuava e Ponta Grossa (ATAÍDES, p. 99). Este irmão era avô do saudoso Pr. Ner de Moura, um dos pioneiros da IPRB, que faleceu em junho de 2009, aos 93 anos.

Em razão desse crescimento, em 1888 foi criado o Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana no Brasil. Este Sínodo era composto por missionários norte-americanos tanto do Sul como do norte, e por pastores nacionais e presbíteros.

3 – Período entre a criação do Sínodo e a Cisão – de 1888 a 1903

Com a criação do Supremo Concílio, a igreja alcançou certa independência, mas alguns problemas afloraram, trazendo consigo grandes dificuldades. Pelo menos três problemas debatidos durante este período vão gerar a divisão da igreja presbiteriana em 1903: o Sínodo, o Seminário e a Maçonaria.

A relação dos missionários com os concílios

Com a criação do Sínodo no Brasil, os missionários passaram a fazer parte dele, inclusive da sua diretoria. Blackford representava o Sínodo do norte dos Estados Unidos e Smith, o do sul. Isto trouxe certo desconforto aos pastores nacionais que achavam que esses missionários não deveriam fazer parte da direção da igreja nacional. No entanto, os missionários não abriam mão disso, o que gerou certa dificuldade entre eles.

Reorganização do seminário

O Mackenzie, escola localizada em São Paulo, era também responsável pelo seminário. Esse foi o segundo ponto. Alguns pastores brasileiros discordavam e queriam o Seminário separado da Escola. No entanto, os missionários faziam algumas exigências para investir num Seminário separado do Mackenzie, pois isso não era do interesse deles.

Em 1896, Eduardo Carlos Pereira, um dos principais líderes nacionais, desafiou os missionários, dizendo-lhes que se não investissem no Seminário separado da Escola, a Igreja Nacional o faria, lançando então uma campanha, através do “Estandarte” (Jornal Presbiteriano), a fim de arrecadar 100:000$000 (cem contos de réis) para essa finalidade. Afirmava ele: “vamos tirar das nossas algibeiras”. O resultado não foi o esperado, por isso, até a cisão em 1903, não haviam conseguido o montante necessário para tal obra.

Incompatibilidade da maçonaria com o Evangelho

Em 1898, surge a questão da incompatibilidade da maçonaria com o Evangelho. Alguns pastores nacionais levantaram essa questão, usando o “Estandarte” para propagar suas teses. Eles acusavam a maçonaria de servir de instrumento ou “mão-de-gato” ao Mackenzie para tirar o Seminário da Igreja. O Rev. Eduardo C. Pereira, líder dessa facção e pastor da catedral de São Paulo, propôs demitir ou eliminar os maçons da igreja nos seguintes termos:

“Que os secretários permanentes dos diversos presbitérios passem cartas demissórias aos missionários dos Boards para quaisquer presbitérios dos Estados Unidos indicados pelos mesmos; e, caso não peçam as ditas cartas no prazo de noventa dias, sejam eliminados dos respectivos presbitérios.

Que os secretários permanentes dos diversos presbitérios passem cartas demissórias aos ministros e crentes maçons para qualquer igreja Evangélica indicada por eles mesmos; e, caso não as peçam no prazo de noventa dias, sejam eliminados do rol dos respectivos presbitérios e igrejas.” (PEREIRA, p. 20).

No Sínodo de 1903, nas primeiras sessões, travou-se uma guerra sobre a maçonaria. Não havendo conciliação pela intransigência da minoria que radicalmente rejeitava a maçonaria ocorreu a separação, em 31/07/1903. Criou-se, então, a IPI – Igreja Presbiteriana Independente. Eduardo C. Pereira, logo após a cisão, escreveu: “Contristados, despedimo-nos do Sínodo na memorável noite de 03 de julho de 1903, lamentando profundamente que os missionários tivessem preferido tão dolorosa solução às nossas dificuldades eclesiásticas”, (PEREIRA, p. 27).

O Sínodo justificou-se dizendo: “Os irmãos dissidentes insistiam em que a nossa igreja pronunciasse contra a maçonaria…” (PEREIRA, p. 27 e 28) explicou que entendiam que a maçonaria não era incompatível com o Evangelho. A partir desse momento tivemos duas igrejas presbiterianas no Brasil: a IPB e a IPI.

Surge o avivamento

No final da década de 60 e começo da década de 70, surgiu o avivamento dentro dessas Igrejas. O avivamento provocou dissidências no meio presbiteriano tradicional, levando à organização da ICP – Igreja Cristã Presbiteriana – em 1968, e à IPIR – Igreja Presbiteriana Independente – em 1972. Essas duas denominações se aproximaram e deram os passos para sua unificação, o que ocorreu em 08/01/1975, nascendo então a IPRB – Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil. Durante 34 anos a IPRB tem caminhado e crescido. Dos 8.335 membros iniciais hoje são mais de 116.000, distribuídos por 44 presbitérios e aos cuidados de 886 pastores. Enfrentou alguns problemas, venceu o período de transição e está assumindo sua identidade.

A IPRB é uma grande denominação pela sua linha doutrinária, estrutura jurídica e missão. Possui a Gráfica e Editora Aleluia, que tem excelente estrutura física e administrativa e edita o Jornal Aleluia, que circula há 38 anos.; dois conceituados seminários – o Seminário Presbiteriano Renovado, de Cianorte, PR e SPR Brasil Central, Anápolis, GO, este com uma extensão muito bem estruturada em Goiânia; uma Agência Missionária – a Mispa (Missão Priscila e Áquila) – com sede em Assis, SP (www.iprb.org.br). Acima de tudo, a IPRB tem um patrimônio incalculável que são os seus pastores, missionários e membros.

Que neste aniversário de 150 anos da chegada de Simonton à nossa Pátria, louvemos juntos a Deus pelo presbiterianismo no Brasil até que o Senhor volte! Que Deus nos abençoe!

Referências:

ATAÍDES, Florêncio Moreira de. SIMONTON: o missionário que impactou o Brasil. Arapongas, PR: Aleluia, 2008.

PEREIRA, Eduardo Carlos. As Origens da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil. São Paulo: Almenara, 1965, 2ª Ed.

Site: http://www.iprb.org.br. In: 07/06/09

…………………..

Fonte: Artigo publicado no Jornal Aleluia de agosto de 2009, páginas 08 e 09.

A Reforma Protestante do Século XVI – Fevereiro/2004

“O justo viverá pela sua fé”

O texto de Romanos 1:17
foi fundamental para que surgisse
a Reforma Protestante no Século XVI

Quando Martinho Lutero leu essa passagem
das Escrituras, foi convencido de que nossa justificação não se dá através
das boas obras, mas sim através da fé.
Inicialmente, ‘Reforma Protestante’ foi um termo pejorativo
empregado pelos católicos romanos àqueles que protestaram
contra o sistema religioso da época, mas esse termo
foi assimilado e usado a partir do século XVI até nossos dias
para designar os grandes fatos vividos pelos que desejavam
e desejam pautar sua vida religiosa
segundo a Bíblia.

Que foi a Reforma
Protestante?

Dependendo do ponto de vista, poderíamos ter vários conceitos. No entanto, consideramos a Reforma como um movimento de retorno aos padrões bíblicos do Novo Testamento. Isso expressa a realidade da “Reforma Protestante”, pois tudo que se fez tinha a finalidade de levar as pessoas a se aproximarem de Deus através de um relacionamento profundo com Ele.

Por que aconteceu
a Reforma Protestante?

Alguns fatores contribuíram para que acontecesse a Reforma. Entre eles podemos destacar os seguintes:

a) As mudanças geográficas. O século XVI foi a era das grandes navegações realizadas pelas superpotências Portugal e Espanha e, consequentemente, das grandes descobertas. Com isso o mundo não se limitava mais à Europa, mas o novo mundo trouxe novos horizontes de conquista e expansão.

b) Mudanças políticas. Surgem as nações-estados. A Europa começa a se fragmentar em países independentes politicamente uns dos outros. Surgem países como a Inglaterra, França, Espanha, Portugal, etc. Com isso é natural o desejo de cada governante de sentir-se livre de um poder central e dominador que era o papado.

c) Mudanças intelectuais. Há grandes transformações intelectuais com o surgimento dos humanistas cristãos, os quais tiveram um interesse profundo pelo estudo das Escrituras Sagradas e das línguas originais e começaram a fazer uma comparação entre o Novo Testamento e o que a Igreja Católica Romana estava vivendo. Entre esses humanistas podemos destacar Desidério Erasmo ou Erasmo de Rotherdan que influenciou os reformadores com o seu Novo Testamento Grego.

d) Mudanças religiosas. O autoritarismo da Igreja católica romana era insustentável. O catolicismo não satisfazia os anseios espirituais do povo que buscava uma religião satisfatória e prática, que respondesse às suas indagações e expectativas.

Onde aconteceu
a Reforma Protestante?

A Reforma aconteceu na Alemanha, mas logo, se espalhou para outros países como Inglaterra, Suíça, França, Escócia, etc. Em cada país podemos destacar um líder que levou avante este movimento.

Quando
ocorreu a Reforma?

A partir do final do Século XII, começam a surgir alguns movimentos na Europa que pediam mudanças dentro da Igreja Católica Romana. Entre eles podemos destacar dois grupos:

Os valdenses com Pedro Valdo na Itália.

Os cataritas na França.

Também surgiram alguns homens que podemos considerá-los pré-reformadores como:

John Wycliff na Inglaterra, no século XIV, 1384

John Huss na Boêmia, no começo do século XV, 1415

Jerônimo Savanarola na Itália, no final do século XV, 1498

A Reforma Protestante, no entanto, só aconteceu no Século XVI na Alemanha, quando o frade agostiniano Martinho Lutero afixou as 95 teses nas portas da igreja do castelo de Wittenberg.

Era o dia 31 de outubro de 1517, véspera do dia de “todos os santos”, quando milhares de peregrinos afluíam para Wittenberg para a comemoração do feriado do “dia todos os santos e finados”, 01 e 02 de novembro.

Era costume pregar nos lugares públicos os avisos e comunicados. Lutero aproveitou a oportunidade e, através de suas teses, combatia as indulgências que eram vendidas por João Tetzel com a falsa promessa de muitos benefícios. Ele dizia que, se alguém comprasse uma indulgência para um parente falecido, “no momento em que a moeda tocasse no fundo do cofre a alma saltava do inferno e ia direto para o céu”.

Quais foram
os principais reformadores?

Na Alemanha, Martinho Lutero (1483/1546)

Na Suíça, Huldreich Zwínglio (1484/1531) e João Calvino (1509/1564)

Quais foram
as principais obras de Lutero?

Lutero expressa suas ideias através de três obras. São elas:

a) A Liberdade Cristã. Nesse livro, pregou que somos livres em Cristo. Negou nessa obra que somente o papa pudesse interpretar as Escrituras, mas que podiam ser lidas e interpretada por qualquer crente sincero.

b) Apelo à Nobreza. Aqui Lutero faz um apelo para o povo se unir contra a Igreja Católica Romana.

c) Cativeiro Babilônico da Igreja. Afirmava que a Igreja estava vivendo num cativeiro, assim como o povo de Israel esteve na Babilônia escravizado.

Quais eram as principais doutrinas
defendidas por Lutero?

a) Justificação pela fé. Baseado nos ensinos de Paulo, ele ensinava que o homem não é justificado pelas suas obras, mas pela fé em Jesus Cristo.

b) A infalibilidade da Bíblia. Ele considerava a Bíblia infalível e acima de toda e qualquer tradição religiosa. Enquanto a Igreja Católica Romana defendia a ideia de que o papa era infalível e a Bíblia era sujeita à sua interpretação, Lutero afirmava que A Bíblia estava acima do papa, pois ela é a Palavra de Deus inspirada pelo Espírito Santo.

c) Sacerdócio de todos os crentes. Lutero negava o conceito que afirmava ter o papa poderes sobrenaturais como intermediário entre o povo e Deus. Ele defendia a ideia de que todo crente é um sacerdote e tem livre acesso à presença de Deus. Não precisamos de um intermediário, o único intermediário entre o homem e Deus é o Senhor Jesus Cristo.

Quais eram os princípios
fundamentais da Reforma?

a) Supremacia das Escrituras sobre a tradição.

b) A supremacia da fé sobre as obras.

c) A supremacia do povo sobre o sacerdócio exclusivo.

Lutero foi vitorioso?

Sim. Apesar das tentativas para condenarem Lutero, o papa e o Imperador Carlos V não conseguiram. Quando foi convocado a comparecer ao concílio diante do imperador, ele expressou-se destemidamente da seguinte forma: “É impossível retratar-me, a não ser que me provem que estou laborando em erro, pelo testemunho das Escrituras ou por uma razão evidente. Não posso confiar nas decisões de concílios e de Papas, pois é evidente que eles não somente têm errado, mas se têm contraditado uns aos outros. Minha consciência está alicerçada na Palavra de Deus. Assim Deus me ajude. Amém”.

Uma das expressões mais profundas do sentimento de Lutero está no hino Castelo Forte que diz:

“Que a Palavra ficará, sabemos com certeza, e nada nos assustará, com Cristo por defesa; se temos de perder os filhos bens, mulher, embora a vida vá, por nós Jesus está, e dar-nos-á seu Reino”.

…………………..

Fonte: Artigo publicado no Jornal Aleluia de fevereiro de 2004