3 – NOVA GERAÇÃO DE PASTORES E VOCAÇÃO MINISTERIAL

Relator: Ivailton José Soares
Aldrey Cezar Telles
Durval Marques dos Santos Junior
Marcos Antônio Amâncio
Evânio das Graças Donato
Convidado: Paulo Eduardo Vieira Silvestre
Assessoria: Diony Henrique Dias

PROPOSTAS DA COMISSÃO

  • PRECISAMOS DE UM PROCESSO MINISTERIAL COMPLETO E NÃO APENAS O DE UMA GERAÇÃO, QUE ENVOLVA:
  1. RECRUTAMENTO
  2. FORMAÇÃO
  3. INTEGRAÇÃO (Recepção e Ordenação nos Presbitérios)
  4. SUPORTE CONTINUADO
  5. JUBILAMENTO

SOBRE O RECRUTAMENTO,  PROPOMOS:

  1. Cada presbitério investira na formação de um obreiro por ano, nós teremos a meta mensurável para manter e ampliar de acordo com a estatística e necessidade e da igreja.
  2. Um programa com maior foco em evangelização de adolescentes e jovens, para ter material humano para buscar despertamento vocacional, pois desejamos investir mais na formação desses jovens, preparando-os para o ministério. Acima dos 45 anos começa ficar menos viável.
  3. Deve ser incentivado o recrutamento para o ministério de obreiro leigo até os 45 anos, para o seu melhor período de aproveitamento no Reino de Deus.

Aceitar acima dos 45 com uma previdência privada e não participação no jubilamento remunerado?

  1. Queremos formar gente com potencialidade bivocacional para igrejas de 70 a 100 membros com baixa arrecadação e insustentável financeiramente. A posteriori com tempo integral?
  2. Não poderá votar salario pastoral por numero de salários, mas porcentagem da arrecadação. A nova geração entende isso com mais facilidade, e cria uma dinâmica de lutar para crescer. (Acredito que devemos discutir um pouco mais esta questão.).
  3. O candidato precisa cumprir as normas de passar pelo Conselho e presbitério, mas deve exigir pelo menos um ano de convivência  de trabalho ao lado de seu pastor antes de  ir.
  4. Toda igreja e Presbitério terá que lançar em ata o envio do aluno ao seminário, e seu comprometimento em retornar pelo menos por quatro anos ao presbitério de origem, comprometer-se em dar relatório  bimensalmente ao conselho e presbitério que o enviou, sobre seu desenvolvimento no seminário. Esta atitude faz toda diferença  do desempenho do aluno no seminário.
  5. O presbitério e igreja deve ter uma politica e preparo de três anos de antecedência para recebê-lo de volta, porem ele deve ser mentoriado pelo menos por um ano ao lado de alguém mais experiente, ao retornar.

O aluno deve fazer seus dois meses de escala, junho e janeiro no presbitério de origem e antes de retornar ter reunião de  satisfação com o presidente antes de retornar das férias, anualmente.

  1. A denominação precisa ter uma política nacional para os presbitérios realizarem anualmente uma conferencia, encontro ou evento, de despertamento vocacional e ministerial de jovens e adolescentes, com relatório encaminhado anualmente a DA.
  2. O presbitério e igreja deve ter uma politica e preparo de três anos de antecedência para recebê-lo de volta, porem ele deve ser mentoriado pelo menos por um ano ao lado de alguém mais experiente, ao retornar.
  3. Os presbitérios devem chamar o seminário para esta parceria de despertamento. (Devemos criar uma política para aproximar mais o Seminário dos Presbitérios e das Igrejas Locais)

FORMAÇÃO

  1. A formação teológica seria mais interessante se conjugada com pedagogia, letras, contabilidade, assistência social, etc. A academia deve oferecer os dois cursos simultaneamente, manha e o outro noturno.
  2. Neste viés do ministério leigo através do presbiterato, propõe-se mudança de alfabetizado para ensino médio, e seja obrigado fazer um curso modular ou online em nossos seminários, sem tirar as exigências do presbiterato. Para ser ordenado precisa completar ao menos o curso médio em nosso seminário. (Precisamos tentar aproximar mais os Seminários dos Presbitérios e das Igrejas Locais, como já disse. E ainda, com parcerias, tentar minimizar o custo do Curso)

O pastor não poderá passar mais de  4 anos sem voltar à sala de  aula pelo menos duas semanas por ano, mesmo que seja via EAD.

  1. Que os seminários ofereçam formações específicas para trabalhar com jovens, musicas, pregação expositiva contextualizada, noções de administração em geral, aconselhamento, ênfase em piedade, ferramentas de liderança, planejamento estratégico, etc. e outros assuntos pertinentes estudados na comissão de estudo teológico. (Acredito também que devemos focar a formação nos princípios originais da IPRB, com ênfase na Teologia Prática, Avivamento, Batismo com Espírito Santo, Dons Espirituais e Santificação, respeitando também as diferenças regionais, porém sem perder a identidade denominacional)
  2. Criar parcerias entre instituições para formação de obreiros em regiões carentes, pois temos regiões que não conseguem pagar os custos. Criar uma oferta para ajudar alunos carentes e bolsas, uma vez no ano.
  3. Juntar Mispa e Seminários para uma  aproximação maior na formação. Esta passando da hora de ter os dois juntos.

INTEGRAÇÃO (recepção e ordenação)

  1. O presbitério ter uma comissão permanente do envio ao recebimento, que o seminário acessara sempre, com uma supervisão eficaz em seu período probatório.
  2. Que o presbitério que envie nomeie um tutor , desta comissão, para acompanhar o aluno no período desde o seminário;

Que o presbitério faça junto com a igreja um termo assinado com o aluno se comprometendo a manutenção, acompanhamento e planejamento da vida ministerial do candidato, bem como, o candidato se comprometa com o presbitério e a denominação; e relatórios bimensais.

  1. Elaborar uma política nacional que desça aos presbitérios e igrejas de educação continuada dos pastores, em parceria com o Seminário: Como: Jornadas teológicas, pós-graduação, mestrado em nossos seminários, SATs nos presbitérios, cursos onlines,
  2. Incentivar o acesso do curso de exposição bíblica online do seminário,
  3. Pacto de investimento em educação continuada e permanente, onde cada presbitério separe um investimento de pelo de meio a um salario mensal a ser distribuído ao incentivo a quem quer  continuar estudando.
  4. Ter um cheklist do ministério pastoral anualmente: INSS, SPC, planejamento local, fundo previdenciário, seguro de saúde, instruções financeira para envelhecer, etc.). A comissão permanente converse com cada pastor anualmente de forma bem clara e aberta.
  5. Que tenhamos uma politica salarial a nível nacional com base na arrecadação para não ganharem mais do que arrecada.
  6. Manter uma política salarial real onde a igreja paga todas as despesas, o restante aplica 5% como fundo de reserva, o que sobrar o pastor poderá retirar o seu salario. Não sendo suficiente ele deve trabalhar para completar. É Necessário um reserva e a igreja não pode comprometer-se com um salario que não consegue pagar. Precisa fazer investimento na igreja em si, e o obreiro não pode consumir toda a arrecadação, pois administrativamente não esta correta.

JUBILAMENTO

  1. Criar uma política do processo de jubilamento nacional para ser seguida pelos presbitérios, mais detalhada para evitar os “jeitinhos brasileiros” dos “compadres”.
  2. Tais como: Quando pretendo jubilar? Como estou me preparando para daqui a 5 ou 10 anos para o jubilamento? Eu estou deixando aos poucos ou vou fazê-lo de uma vez?
  3. O presbitério ter essa conversa com o pastor acima dos 55 a cada 3 anos.
  4. A política de jubilamento é da responsabilidade do individuo? Da família? Presbitério? Igreja local? Fundo de jubilamento da IPRB? Onde ficarão as maiores expectativas?
  5. Preparar o pastor para este momento, conforme Slide anterior
  6. Subir a idade de jubilamento para 75 anos. (Esse assunto precisa ser discutido melhor)
  7. Deixar o pastorado e ir para o co-pastorado aos 70 para acostumar com um salario bem menor. (Discutir melhor)
  8. O pastor ser acompanhado acima dos 55 sobre um fundo para o jubilamento partindo de uma responsabilidade pessoal (slide anterior).

PRÓXIMA GERAÇÃO

  1. A relevância da próxima geração para a denominação? Qual a relevância?
  2. Criar oportunidade para eles liderarem ou nunca vão crescer. Esta é uma geração que não convive bem em só acatar ordens se não participar das decisões (em diretorias presbiterais, nacional e instituições)
  3. Mentoreio por um ano após seminário e criar a figura de um “Pai” a  responsabilidade  é da escolha do candidato para acompanha-lo por mais cinco anos.
  4. O “Pai” devera seguir uma cartilha de verificação de sua vida ministerial tais como finanças, principio de autoridade, presença nas reuniões, relatórios, organização, INSS, fundo mínimo de previdência pessoal ou da IPRB, leituras, cursos, relacionamento com a liderança e com a família, se tira férias, etc.
  5. Que a denominação tenha um planejamento de curto, médio e longo prazo, com metas objetivas a serem cumpridas anualmente pois a próxima geração não convive bem com liderança e pastorado sem uma organização bem elaborada ou sentirão frustrados;
  6. Liderança compartilhada, moderna e transparente para eles é essencial pois é a essência desta sociedade pós-moderna; se não tomarmos este rumo nada vai mudar.
  7. Construir nesta geração irreverente e impaciente valores de reverência e eternidade conforme proposta acima.
  8. Prestação de contas detalhadas do orçamento com receitas e despesas com acesso fácil por parte dos pastores para calar a nova geração que não convive com isso como aqueles que vieram do período militar.

Criar velocidade nas decisões e relatórios tanto presbiterial como nacional. Desburocratizar a igreja. Acesso rápido.

OUTRAS SUGESTÕES

  1. O pastor que sair do campo e deixar a igreja com dívida e direitos a receber, não tem direito a receber nenhuma prebenda e outros benefícios (férias, décimo-terceiro, empréstimos para construção, fundo previdenciário, plano de saúde, INSS, etc.) em atraso se deixar o campo; pois é de sua inteira responsabilidade a administração da igreja local. O pastor assume as responsabilidades por suas decisões administrativas;
  2. Ter uma politica nacional de despesas, arrecadação, e gastos para as igrejas local com base em arrecadação ou o pastor deve trabalhar fora para completar.
  3. Escalonamento salarial – para evitar altos salários que consumam toda a receita da igreja; é viável?
  4. Incentivar o Obreiro a uma Vida Espiritual abundante, com ênfase na oração e na leitura bíblica- como vai fazer isso!

OUTRAS SUGESTÕES

  1. Criar um banco de dados com campos disponíveis e de pastores em disponibilidade; e criar um prontuário eletrônico com a ficha do pastor com todo o seu histórico por onde pastoreou, quanto tempo, e outras informações que sirvam para conhecer o seu perfil;
  2. O que fazer com os pastores sem campo que estão desqualificados, emocionalmente vulneráveis e teologicamente desatualizado? Oferecer ajuda de reciclagem e emocional obrigatórias ou começar um processo de dispensa com duração de um ano. (Talvez, devamos criar Casas de Apoio para esses pastores, com todo suporte necessário, ou então, fazer parcerias com Projetos já existentes.)
  3. Vamos formar em nossos seminários ou vamos terceirizar, considerando que a IPRB já oferece vagas no internato, Modular ou EAD?
  1. Vamos unir a educação teológica na IPR, ou vamos manter a situação atual com varias instituições em todo Brasil, além de seminários clandestinos, embora todas deficientes?
  2. Se vamos unir e fortalecer reconhecendo pelo MEC além de oferecer cursos universitários, quando vamos finalmente tomar uma decisão final?
  3. Criar um programa de educação continuada e permanente aos pastores onde tem incentivo do presbitério, igreja local além da participação pessoal do pastor. Mesmo que seja uma parte menor?
  4. Repensar a estrutura institucional, suas relações e papéis; (próximas reuniões)
  5. Definição da identidade teológica e virtual da igreja, mais profissional

OUTRAS SUGESTÕES

  1. Dar solução à questão de pastores leigos oriundos de outros ministérios, que já trabalham conosco há muitos anos, produzindo frutos, especialmente os mais velhos. Talvez, oficializando-os como pastores locais, sem vínculo formal com a Nacional, porém sendo acompanhados pelo Presbitério.
  • Aproveitar os Pastores formados nos Seminários, especialmente os que já possuem Mestrado para implantação de Cursos Teológicos nas Igrejas Locais, com Material disponibilizado pelo Seminário, com baixo custo. (Especialmente para atender obreiros leigos)
  • Promover políticas de apoio às esposas e filhos de pastores.

OBS: (Foi colocado literalmente como ainda está em discussão dos membros)

“Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo os designou como bispos, para pastorearem a igreja de Deus, que ele comprou com o seu próprio sangue”, Atos 20: 28.