“Esta é a páscoa do SENHOR.” (Êxodo 12:11)

O Significado da Páscoa

Páscoa é uma palavra de origem hebraica “pesah”, que significa ‘pular além da marca’, ‘passar por cima’, ou poupar. A primeira Páscoa está registrada no livro de Êxodo 12, quando o próprio Deus fala com Moisés e Arão.

Através do sangue do cordeiro que seria morto, o povo hebreu seria protegido da morte que viria contra todos os primogênitos dos egípcios. Deus, desde o princípio, já estava sinalizando que a redenção viria através do sangue, culminando em Jesus Cristo, que é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” (João 1:29)

Tanto o cordeiro como as ervas amargas e os pães sem fermento eram os elementos essenciais para a celebração da Páscoa para os israelitas (Êxodo 12:29-36). Paulo, ao escrever para os coríntios, disse:

“Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.” (1 Coríntios 5:7)

Como o cordeiro morreria no lugar dos primogênitos de Israel, como substituto, Jesus também morreu por nós para nos livrar da condenação eterna.

Os Elementos e o Ensino da Páscoa

Os pães asmos, sem fermento, representavam a vida santa e pura, pois o fermento é símbolo do pecado. As ervas amargas representavam a dura escravidão que o povo hebreu passou na terra do Egito.

Logo, todas as vezes que eles viessem a comer a Páscoa, era para se lembrarem de onde haviam saído. A instituição da Páscoa, para os judeus, deveria ser realizada todos os anos:

“E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo.” (Êxodo 12:14)

A crucificação de Jesus foi por ocasião da Páscoa. Ele havia celebrado a última Páscoa com os discípulos, chamou-a de ‘Ceia’ e deixou como mandamento para que celebrássemos até a sua vinda (1 Coríntios 11:23-26).

O pão simboliza o seu corpo e o vinho simboliza o seu sangue. Tudo isso deve ser feito em memória do Senhor, lembrando que fomos livres do pecado pela sua vida dada por nós.

Interessante ressaltarmos que a Páscoa era também uma oportunidade de ensinar as crianças a história e a fé na nação do Deus único e verdadeiro:

“E acontecerá que, quando vossos filhos vos disserem: Que culto é este? Então direis: Este é o sacrifício da páscoa ao SENHOR, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios e livrou as nossas casas. Então o povo inclinou-se e adorou.” (Êxodo 12:26-27)

Bem sabemos que a fé não se impõe, mas se comunica e se compartilha. A salvação deve ser ensinada dentro de nossos lares, pois, se falharmos, dificilmente a igreja ou a sociedade corrigirá as coisas (Juízes 2:6-14).

A Deturpação do Verdadeiro Sentido

Infelizmente, o inimigo de Deus, Satanás, tenta usurpar aquilo que Ele estabeleceu, trazendo para muitas culturas uma série de práticas pagãs que foram sendo incorporadas no meio cristão, tais como ‘coelhos e ovos de chocolate’.

Ao mesmo tempo em que dizem que o coelho simboliza fertilidade e que os ovos simbolizam vida, há uma implicação bíblica muito séria sobre isso. O coelho, segundo a Bíblia, é um animal listado entre os impuros:

“O coelho, porque rumina, mas não tem a unha fendida; este vos será imundo.” (Levítico 11:6)

Pergunta-se: como pode representar Jesus um animal considerado impuro? Jesus foi chamado de Cordeiro Imaculado, santo e sem defeito.

Como o ovo pode simbolizar fertilidade e muitas vidas, sendo que era uma tradição pagã? Egípcios e persas acreditavam que a Terra nascera de um ovo gigante e realizavam festividades de primavera em honra de Eostre, uma deusa pagã da fertilidade.

O chocolate substituiu as ervas amargas. Tudo isso representa uma terrível usurpação contra os princípios estabelecidos por Deus.

Nós celebramos a Páscoa como a ressurreição de Jesus.

 

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