Mamãe, Deus te fez especial

O cuidado de Deus com o seu povo é surpreendente. O profeta Isaías, em Isaías 66:13, traz uma promessa de consolo divino profundo, comparando o amor de Deus ao cuidado materno: “Como uma mãe consola seu filho, assim eu os consolarei; em Jerusalém vocês serão consolados”. É uma imagem de ternura, segurança e restauração emocional, destacando o lado acolhedor e “maternal” de Deus em momentos de dor.

A Bíblia Sagrada apresenta exemplos magníficos de mães que marcaram a história. Temos exemplos de mães biológicas, tais como: Joquebede, Ana, Rispa, Izabel e Maria, entre outras. Temos também o exemplo da mãe adotiva, Jeoseba (2 Reis 11:1), que protegeu Joás por seis anos, livrando-o da morte. E ainda a mãe “espiritual” de Paulo: “Saudai a Rufo, eleito no Senhor, e igualmente sua mãe, que também tem sido mãe para mim” (Romanos 16:13).

Com a chegada do Dia das Mães, faz-se necessário refletir sobre essa ilustre figura, indispensável à raça humana. Ser mãe é viver na terra com características divinas. É desfrutar de experiências magníficas, viver alegrias e também dissabores que geram crescimento e maturidade.

Todavia, a cada dia percebemos que a maternidade já não é prioridade ou desejo para muitas mulheres. A busca pela realização profissional tem levado muitas delas a adiar a maternidade. E adiar a maternidade pode trazer o risco de não conseguir vivê-la.

A correria da vida moderna traz à mulher a sensação de que não há tempo suficiente para a maternidade. Muitas gostariam que o dia tivesse 36 horas. Algumas chegam a pensar: “Ah, se eu tivesse um clone para fazer o que não dou conta!”; “Se eu pudesse fazer tudo ao mesmo tempo!”; “Ah, se eu pudesse resolver tudo o que preciso!”. Mas isso ainda não é possível.

Muitas mulheres necessitam dividir os afazeres profissionais com as tarefas de esposa, dona de casa e mãe, além de encontrar tempo para cuidar de si mesmas, da saúde, da beleza e do lazer.

As demandas da vida moderna, infelizmente, têm contribuído para que muitas mulheres abram mão da maternidade em detrimento de outras realizações. A maioria das mulheres que escolheu o privilégio da maternidade possui dupla ou tripla jornada de trabalho e luta para compensar o tempo em que permanece longe dos filhos por inúmeros motivos.

Diante de tantos desafios do estilo de vida atual, não é fácil prestar atenção ao que o filho gosta de fazer, acompanhar o crescimento, o desempenho escolar, a alimentação e, principalmente, realizar atividades ao lado da criança, sejam elas de lazer, educação ou espiritualidade, entre outras responsabilidades. Mas ser mãe é uma experiência incomparável a qualquer outra na vida de uma mulher. Ser mãe é um privilégio. A maternidade é uma dádiva divina.

Sabemos que a mãe ocupa uma função significativa na formação do ser humano. É a partir dos conceitos transmitidos por ela que se desenvolverão habilidades no trato social, familiar, psicológico, espiritual e ambiental. A harmonia do lar, o bom relacionamento com o esposo e a satisfação pessoal da mulher devem caminhar juntos para proporcionar um ambiente familiar saudável e contribuir para a saúde mental da criança. Esses conceitos estão presentes na formação do caráter, sendo responsáveis pelo desenvolvimento da responsabilidade e do crescimento pessoal de cada indivíduo, conforme afirmam estudiosos do comportamento humano.

A figura da mãe dentro da família é tão importante que, em muitos lares, chega a superar a figura paterna. A mãe dedicada ao bebê oferece segurança, apoio, tranquilidade e acolhimento. De acordo com o especialista Alexandre Bez (2009), a presença materna representa a continuidade da vivência no útero. A ligação entre mãe e filho é intensa, pois foi no ventre que o bebê recebeu seus primeiros cuidados: alimentação, calor, proteção e conforto. É através do cheiro, da audição, do paladar e do tato que a criança se conecta ainda mais à mãe após o nascimento, pois foi dentro do corpo dela que experimentou essas primeiras sensações. Que dádiva viver essa experiência!

Podemos dizer que as orientações maternas fixam traços indeléveis que marcam definitivamente uma existência e influenciam uma série de fatos e ideias que movem a sociedade.

“A mão que balança o berço é a mão que governa o mundo” (William Ross Wallace, 1865).

Mãe, não importa se você gerou no ventre, no coração ou nos joelhos. Você é tão importante que nem mesmo a ciência consegue substituí-la. O Deus eterno usou a sua figura como exemplo de amor: “Pode uma mãe esquecer-se do filho que ainda mama? Pode deixar de amar o filho que gerou? Ainda que ela se esquecesse, eu jamais me esqueceria de você” (Isaías 49:15).

A maternidade é um presente de Deus!

Parabéns pelo seu dia. Na verdade, todo dia é o seu dia.

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